Internacional

Costa na Ucrânia: "O que aconteceu aqui foi inadmissível"

"É fundamental que as investigações prossigam e que todos os crimes de guerra sejam devidamente apurados e punidos. A guerra também tem de obedecer à lei. O que aconteceu aqui foi inadmissível", considerou António Costa, enquanto esteve am Irpin. 


António Costa esteve este sábado em Irpin, situada a cinco quilómetros a noroeste de Kiev, na Ucrânia, e que abrangia 100 mil habitantes antes do início da guerra. "Estou impressionado com a brutalidade do que aconteceu com as populações civis", disse o primeiro-ministro de Portugal, depois de ouvir os relatos sobre o que aconteceu naquela cidade durante a fase mais intensa da invasão russa. 

Dos 100 mil habitantes, apenas 25 mil regressaram à cidade, contou a secretária do Conselho Municipal da cidade a António Costa. Destes, cinco mil nunca chegaram a sair, apesar da elevada destruição de infraestruturas.

"Sabemos que a guerra é sempre dramática, mas a guerra tem regras. Aqui, já não estamos a falar de uma guerra normal, mas de atos verdadeiramente criminosos", declarou o primeiro-ministro. A intervenção russa em Irpin, continuou, "visou a pura destruição da vida das pessoas".

Segundo dizem as forças armadas ucranianas, se as tropas russas tomassem a cidade de Irpin, teriam caminho até Kiev. Mas apesar dos intensos confrontos, o governo da Ucrânia informou, no dia 2 de abril, que tinha recuperado o controlo daquela região, com as forças russas a recuarem. 

"É fundamental que as investigações prossigam e que todos os crimes de guerra sejam devidamente apurados e punidos. A guerra também tem de obedecer à lei. O que aconteceu aqui foi inadmissível", considerou António Costa. O primeiro-ministro regressou a Kiev para se encontrar com o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

"A visita à cidade de #Irpin vai ficar para sempre na minha memória. O nível de destruição e violência é absolutamente devastador. Testemunhei aqui a evidência de ataques cruéis, indiferenciados e, a todos os títulos, injustificados", disse ainda António Costa, através do Twitter. 

 

 

 

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