Politica

Governo "fica-se pela política das meias-tintas", acusa o PCP

Jerónimo de Sousa criticou o Governo por faltar à promessa eleitoral de aumentar salários e pensões.


O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, acusou o Governo de fazer “uma política de meias-tintas” por se recusar a aumentar os salários e pensões e a travar a escalada de preços.

“Em vez de agir e decidir para travar a escalada dos preços e promover o aumento dos salários e reformas, fica-se pela política das meias-tintas, deixando em roda livre a especulação e o acumular de lucros desmedidos pelo grande capital”, atirou, num comício em Baleizão, Beja.

O comunista lembrou que o PS prometeu, na campanha eleitoral, valorizar salários e reformas, assinalando que, agora, “apanhado com a maioria absoluta que ambicionava e de mãos livres”, o Governo “esqueceu a promessa”.

Alertando para “a desvalorização acentuada dos salários e das reformas” e para a taxa de inflação de 7,2% em abril, o secretário-geral comunista considerou que o PS “está já a fazer o contrário do que anunciou”.

“De facto, o que se vê é a recusa por parte do Governo do aumento geral dos salários, de todos os salários, no setor público e no setor privado, quando ele é hoje ainda mais necessário para fazer face ao aumento do custo de vida”, criticou.

Para o líder do PCP, “o aumento geral dos salários para todos os trabalhadores é possível e necessário, valoriza os trabalhadores, dinamiza a economia, dá sustentabilidade à Segurança Social, constrói reformas dignas no futuro de cada um”.

Sublinhou também que o “deixar andar e fechar os olhos à especulação e à exploração está bem patente” na proposta de Orçamento do Estado para este ano, considerando que no documento “não se veem as soluções para estes e outros problemas”.

O dirigente comunista insistiu ainda que “a pretexto da guerra e das sanções” assiste-se ao “crescente agravamento da situação económica e social”, em que “a salvaguarda dos lucros dos grupos monopolistas tomam a dianteira, em detrimento das condições de vida do povo”.

“O que aí está é um autêntico assalto ao bolso de quem trabalha da parte dos grupos económicos, com os seus aumentos especulativos dos bens essenciais”, frisou.

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