Sociedade

Incêndios. GNR já deteve 39 pessoas desde o início do ano

Entre 1 de janeiro e 29 de maio foram registadas 3654 ocorrências de incêndios florestais, mais mil face a igual período do ano passado.

 


A GNR deteve este ano 39 pessoas pelo crime de incêndio florestal, ou seja, mais 13 do que em igual período do ano passado. Os números foram apresentados durante o lançamento da campanha “Portugal chama”. De acordo com o diretor do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da GNR, Vítor Caeiro, estas 39 detenções estão relacionadas com “atos negligentes e não dolosos”, isto é, devido à realização de queimas e queimadas que se descontrolaram e provocaram incêndios florestais. 

O responsável revelou também que, entre 1 de janeiro e 29 de maio, foram registadas 3654 ocorrências de incêndio florestal, mais 1000 do que em 2021. “Estas mais de 1000 ocorrências foram as ocorrências de janeiro, que se deveram à climatologia muito seca. Este grande número de ocorrências felizmente não tiveram impacto nem na área ardida, nem nos bens ou nas pessoas, mas foi um ano atípico nesta matéria”, o que leva a considerar 2022 como “um ano atípico” devido ao elevado número de fogos ocorridos em janeiro e também porque até 29 de maio verificou-se o quinto valor mais elevado em número de incêndios e o quarto valor mais elevado de área ardida” desde 2012 . 

E por “ser um ano atípico” também ocorreram mais detenções face aos outros anos, assim como também como foram identificadas mais pessoas e registados mais crimes por incêndios florestais. De acordo com as contas da GNR, nos primeiros cinco meses do ano foram identificadas 378 pessoas, mais 64 do que no mesmo período de 2021, e registados 1894 crimes de incêndios florestal, um aumento de 389. 

Além disso foram ainda registadas este ano 247 contraordenações por falta de limpeza dos terrenos e por queimas e queimadas, menos 403 do que em 2021. No entanto, Vítor Caeiro justificou esta redução das contraordenações com a fiscalização que começou mais tarde do que em anos anteriores e com “algumas condicionantes” relacionadas com as queimas e queimadas. E garantiu que a taxa de cumprimento voluntária por parte dos proprietários em relação à limpeza dos terrenos está a ser mais elevada nos últimos anos.

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