Politica

PCP. Jerónimo estranha que Costa peça aumentos salariais às empresas

Este anúncio “é capaz de resultar em termos de propaganda e não em relação à resolução dos problemas”.

PCP. Jerónimo estranha que Costa peça aumentos salariais às empresas

O secretário-geral do PCP viu com estranheza o apelo do primeiro-ministro às empresas para que aumentem os salários “quando não o fez para o setor da administração pública do qual é responsável”. Em causa estão as declarações de António Costa depois de pedido às empresas para que contribuam para um esforço coletivo de aumento dos salários dos portugueses, para que haja “maior justiça” e os salários médios em Portugal possam aumentar 20%.

“Tenho dificuldade em perceber como é que no sítio em que sou responsável não dou despacho a uma questão fundamental que é a valorização dos salários dos trabalhadores da administração pública e faça apelos ao setor privado como se de repente tivessem uma recaída qualquer de consciência e desatassem a aumentar salários”, afirmou.

E o líder comunista foi mais longe nas críticas: “O mesmo Governo que tentou atribuir praticamente zero virgula qualquer coisa de aumento da administração pública onde tem responsabilidades particulares, o mesmo Governo que recusou um aumento intercalar do salário mínimo nacional é o mesmo que vem dizer que lá para 2026 é possível um aumento de salário de 20%”, referiu.

Segundo o secretário-geral do Partido Comunista Português, o que pode ser resolvido por negociação da contratação coletiva, designadamente dos trabalhadores da administração pública não encontra resposta no quadro do Orçamento do Estado.

E acrescentou: este anúncio “é capaz de resultar em termos de propaganda e não em relação à resolução dos problemas dos trabalhadores, particularmente nos seus salários, nas suas carreiras”, referindo que o Governo tem “de dar um exemplo, não tem que atirar para 2025 um hipotético aumento de não sei quantos por cento”, referindo que tinha essa possibilidade de o fazer no quadro do Orçamento do Estado que foi votado, mas “não o quis fazer”.

Os comentários estão desactivados.