Economia

Costa deu "um sinal" que é preciso "ter salários competitivos", disse Costa Silva

Primeiro-ministro pediu às empresas para façam um esforço coletivo de aumento dos salários dos portugueses na ordem dos 20%.

Costa deu "um sinal" que é preciso "ter salários competitivos", disse Costa Silva

Para o ministro da Economia, o primeiro-ministro “está a dar um sinal ao país” de que é necessário “ter salários competitivos”, quando apelou para o aumento dos salários dos portugueses. Em causa estão as declarações de António Costa depois de pedido às empresas para que contribuam para um esforço coletivo de aumento dos salários dos portugueses, para que haja “maior justiça” e os salários médios em Portugal possam aumentar 20%.

“Do ponto de vista do ministério da Economia para termos salários cada vez mais competitivos, temos de criar riqueza. Não podemos exigir às empresas aquilo que elas não podem dar, em espaço de tempo muito curtos”, referiu Costa Silva. 

O governante defendeu que,  se forem criadas “as políticas públicas certas”, existirão “condições para a riqueza do país dar um salto significativo”. E acrescentou: “Se isso acontecer, resolvemos todos uma série de problemas. Desde logo, o problema dos salários, mas também este problema de deixarmos de ser um país subsidiodependente. Isto é, não podemos viver eternamente à espera dos subsídios europeus e dos programas europeus. Temos de construir um país próspero, coeso, que seja ele próprio capaz de contribuir para os outros”. 

Ainda este domingo, o secretário-geral do PCP garantiu com estranheza este apelo do primeiro-ministro às empresas para que aumentem os salários “quando não o fez para o setor da administração pública do qual é responsável”. Jerónimo de Sousa referiu ainda que tem “dificuldade em perceber como é que no sítio em que sou responsável não dou despacho a uma questão fundamental que é a valorização dos salários dos trabalhadores da administração pública e faça apelos ao setor privado como se de repente tivessem uma recaída qualquer de consciência e desatassem a aumentar salários”.

O líder comunista foi mais longe nas críticas: “O mesmo Governo que tentou atribuir praticamente zero virgula qualquer coisa de aumento da administração pública onde tem responsabilidades particulares, o mesmo Governo que recusou um aumento intercalar do salário mínimo nacional é o mesmo que vem dizer que lá para 2026 é possível um aumento de salário de 20%”. 

Os comentários estão desactivados.