Economia

Portway. Decisão sobre providência cautelar para travar greve adiada

De acordo com a estrutura sindical, a medida levada a cabo pela empresa representa “um atentado à liberdade do direito à greve dos trabalhadores nunca antes visto”, que “roça a má-fé”.

Portway. Decisão sobre providência cautelar para travar greve adiada

A decisão sobre a providência cautelar que a Portway interpôs contra a greve do STTAMP, que dura até ao final do ano, foi adiada e deverá ser conhecida dentro de uma semana, indicou à Lusa o sindicalista Vítor Teixeira. Neste momento não há nenhuma decisão”, referiu, salientando que “podia ter havido uma decisão caso houvesse entendimento”, mas “não foi possível”, destacou o dirigente sindical do Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes de Portugal (STTAMP), depois da audiência, que decorreu hoje de manhã, no Palácio da Justiça do Porto. 

Segundo Vítor Teixeira, ainda pode haver algum tipo de entendimento durante a semana, mas, se tal não acontecer, a sentença irá ditar se a providência cautelar será ou não aceite. Para já, mantém-se a greve nos moldes em que foi convocada, salientou.

No dia 6 de junho, a Portway interpôs uma providência cautelar contra a greve convocada pelo STTAMP, que foi parcialmente aceite, ficando marcada audiência no tribunal para hoje, disse o sindicato à Lusa nesse dia.

Os trabalhadores da Portway iniciaram em 1 de junho uma greve, que se vai prolongar até 31 de dezembro, exigindo a adesão ao Acordo da Empresa (AE), depois de o STTAMP ter lamentado a “irredutibilidade” da empresa de assistência em terra nos aeroportos. 

Nessa altura, o sindicato revelou que tinha sido notificado da providência cautelar, com a empresa alega insuficiência de serviços mínimos durante a greve. No entanto, como a providência cautelar foi apenas parcialmente aceite, a greve não foi  suspensa tendo decorrido a audiência no Palácio da Justiça do Porto, para analisar a manutenção ou não da paralisação de trabalhadores de assistência em terra em aeroportos.

De acordo com a estrutura sindical, a medida levada a cabo pela empresa representa “um atentado à liberdade do direito à greve dos trabalhadores nunca antes visto”, que “roça a má-fé”.

Recorde-se que a Portway opera nos aeroportos de Lisboa, Porto, Faro, Funchal e Beja e tem mais de 80 companhias aéreas como clientes.

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