Sociedade

Passageiros dos concelhos de Lisboa só vão andar pela Carris Metropolitana em janeiro de 2023

O início das operações da Carris Transportes nos municípios de Amadora, Cascais, Lisboa, Oeiras, Sintra, Loures, Mafra, Odivelas e Vila Franca de Xira foi adiado pela falta de "disponibilidade da frota [autocarros] e dos sistemas de informação atempadamente encomendados". 


A mudança para a Carris Metropolitana na margem norte do rio Tejo foi adiada e apenas será concretizada no início de 2023. O anúncio foi feito esta quarta-feira pela Rodoviária de Lisboa, que justificou a alteração dos planos com a impossibilidade de assegurar os autocarros "atempadamente encomendados" pela empresa.

Estava previsto que, no dia 01 de julho, a operação dos transportes públicos na 'área 1', que corresponde aos concelhos de Amadora, Cascais, Lisboa, Oeiras e Sintra, e na 'área 2', respeitante aos municípios de Loures, Mafra, Odivelas e Vila Franca de Xira, ficasse nas mãos da Carris Metropolitana.

No entanto, a Rodoviária de Lisboa - responsável pelas operações na 'área 2' - veio hoje confirmar que não será “possível assegurar a disponibilidade da frota [autocarros] e dos sistemas de informação atempadamente encomendados" pela empresa.

Segundo a rede de transportes públicos, a situação é “alheia” e foi provocada pela "escassez de matérias-primas e de componentes no mercado internacional resultantes da pandemia de covid-19 e da guerra da Ucrânia [país produtor de componentes]".

Depois de comunicar o ponto de situação, a Transportes Metropolitanos de Lisboa (TML) anunciou num comunicado que o início da operação da Carris Metropolitana nos concelhos da margem norte do Tejo foi adiada para 01 de janeiro de 2023, uma vez que não foram "garantidas as condições consideradas essenciais".

A TML, na mesma nota, esclareceu que o adiamento do início da operação nos concelhos da margem norte do Tejo se deve à “falta de um número bastante significativo de viaturas novas, a inexatidão nas datas da sua disponibilidade e a adequação dos sistemas de informação necessários à prestação do serviço de acordo com os requisitos do caderno de encargos e dos contratos firmados para as áreas 1 e 2".

Até ao final deste ano, as duas empresas garantiram que o serviço público de transporte de passageiros “decorrerá nas condições normais e habituais”.

No outro lado do rio, o ritmo é diferente, sem haver qualquer impasse para esta mudança na rede de transportes rodoviários que promete trazer “mais frequências, horários, linhas novas e uma frota de autocarros renovada".

Desde o início de junho, que nos municípios da ‘área 4’ - Alcochete, Barreiro, Moita, Montijo, Palmela e Setúbal -, já se vêm os autocarros amarelos nas estradas, no entanto o arranque não registou os melhores números, com várias queixas dos passageiros, devido à quantidade insuficiente de autocarros, atrasos e falta de sinalização nas paragens.

Foram criadas quatro zonas de operação, duas envolvendo municípios da margem norte e outras duas na margem sul do Tejo: A 'área 1' inclui Amadora, Cascais, Lisboa, Oeiras e Sintra, a 'área 2' Loures, Mafra, Odivelas e Vila Franca de Xira, a 'área 3' Almada, Seixal e Sesimbra e a 'área 4' Alcochete, Barreiro, Moita, Montijo, Palmela e Setúbal.

Carris Metropolitana vai operar as redes municipais para 15 dos 18 municípios (Barreiro, Cascais e Lisboa mantêm as operações locais) e a totalidade da operação intermunicipal dos 18 municípios.

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