Sociedade

Mais de 30 detidos em buscas no IMT e centros de inspeção por crimes de corrupção

Foram efetuadas 50 buscas domiciliárias e não domiciliárias, nos concelhos de Braga, Vila Verde, Vila Nova de Famalicão, Guimarães, Vizela, Fafe, Amarante, Lousada, Gondomar, Porto, Matosinhos, Valongo, Loures, Lisboa, Agualva-Cacém, Azambuja, Vila Franca de Xira, Seixal, Palmela, Setúbal, Silves, Lagoa e Portimão.


A Polícia de Segurança Pública (PSP) deteve, esta terça-feira, 34 pessoas, na sequência das buscas domiciliárias e não domiciliárias que correspondem à investigação do Ministério Público (MP) sobre crimes de corrupção cometidos em centros de inspeção do Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT). 

Segundo um comunicado da PSP, citado pelo Jornal de Notícias, a apelidada Operação Hydra decorre no âmbito de um inquérito dirigido pelo Ministério Público do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), e em investigação no Departamento de Investigação Criminal da Direção Nacional da PSP.

As buscas foram realizadas para a "recolha de prova de crimes de corrupção passiva para ato ilícito, corrupção ativa para ato ilícito e falsificação de documentos", indica a autoridade, ao informar que no total efetuaram-se 50 buscas domiciliárias e não domiciliárias, nos concelhos de Braga, Vila Verde, Vila Nova de Famalicão, Guimarães, Vizela, Fafe, Amarante, Lousada, Gondomar, Porto, Matosinhos, Valongo, Loures, Lisboa, Agualva-Cacém, Azambuja, Vila Franca de Xira, Seixal, Palmela, Setúbal, Silves, Lagoa e Portimão.

Os alvos desta operação encetada em várias parte do país foram escritório de advogados, no IMT e sete centros de inspeção técnica de veículos (CITVs).

A Operação Hydra começou em 2017 e está a investigar "indícios que alguns suspeitos, administradores de facto ou de direito de diversas empresas gestoras de CITVs" mantinham um esquema fraudulento, no qual aprovavam veículos "sem proceder à anotação de deficiências que os veículos apresentavam e ou sem adotar procedimentos de inspeção legalmente obrigatórios" em troca de "vantagens patrimoniais e não patrimoniais, entregues pelos clientes dos CITVs".

Outras pessoas que poderão ter facilitado a concretização de algumas destas fraudes "ou favoreceram essas empresas, nomeadamente junto de entidades públicas" também estão sob investigação. 

A PSP confirmou que a Direção de Serviços de Fiscalização do IMT colaborou com toda a investigação.

Os arguidos serão presentes a primeiro interrogatório judicial, para aplicação de medidas de coação.

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