Politica

"Nos sapatos do ministro escrevia a carta de demissão nos 30 segundos seguintes", diz líder da IL

Para João Cotrim Figueiredo, o primeiro-ministro deveria ter exonorado logo o ministro na nota que emitiu hoje.


O presidente da Iniciativa Liberal (IL) considera o caso do ministro Pedro Nuno Santos uma “questão de dignidade pessoal”, depois de ser publicada uma nota de “enorme violência, de humilhação política” pelo primeiro-ministro.

Para João Cotrim Figueiredo, a nota de António Costa, onde este revoga o despacho que determinava o avanço do nova solução aeroportuária em Montijo e Alcochete, é de “enorme violência, de enorme desautorização, uma humilhação politica do ministro sem dar o ultimo passo, que é exonerar o ministro” das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, que permitiu a publicação do despacho que contribuiu para a desordem interna no PS.

“É a luta interna do PS que já está a condicionar as decisões politicas de enorme importância para o pais”, defende o líder da IL, ao qualificar esta situação como uma “república das bananas”.

João Cotrim Figueiredo afirma que Pedro Nuno Santos tem “zero condições” para continuar no cargo, no entanto, ressalva que “cada um sabe de si”.

"Nós nunca fomos de pedir cabeças de pessoas porque o que interessa são as políticas que elas executam. Agora aqui já não é uma questão política, é uma questão quase de dignidade pessoal. Perante esta desautorização, eu nos sapatos do ministro Pedro Nuno Santos escrevia a carta demissão nos 30 segundos seguintes", disse aos jornalistas.

Para o líder da IL, o primeiro tumulto interno no Governo socialista só demonstra aquilo que tem vindo a apontar: a falta de “vontade e capacidade para reformar o país”, e também mostra os “sinais de desagregação, de confusão, de falta de ordem da casa" ao fim de três meses de governação, o que parece ser “altamente preocupante”.

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