Economia

Juntos para lembrar o papel do surf

O Turismo de Portugal, a World Surf League (WSL), o MEO e a EDP juntaram-se para destacarem o papel do surf na proteção dos oceanos no Let’s Sea: the waves for the future.

Juntos para lembrar o papel do surf

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Let’s Sea: the waves for the future foi um evento paralelo à Conferência dos Oceanos das Nações Unidas. Juntou o Turismo de Portugal, a World Surf League (WSL), o MEO e a EDP que se uniram para destacar o papel do surf na proteção dos oceanos e relembrar como todo o ecossistema que envolve empresas, atletas e instituições se deve mobilizar em torno deste desígnio.

Um contributo para a discussão sobre a necessidade de inovação e tecnologia com o objetivo de impulsionar as indústrias para a transição sustentável (económica, ambiental e social).

O surf, desporto ligado ao oceano, deve liderar a sua proteção, estabelecendo objetivos e criando âncoras de comunicação que permitam mobilizar comunidades e parceiros, contribuindo assim ativamente para as metas 14 e 17 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.
Foram apresentados os projetos Unwanted Shapes – Zero Impact, Full Performance, uma iniciativa promovida pelo MEO, Turismo de Portugal e World Surf League que ambiciona que, até aos Jogos Olímpicos de 2028, toda a indústria do Surf esteja a utilizar pranchas feitas de material sem impacto ambiental.

Neste evento foi ainda dado a conhecer o projeto ‘EDP Surf For Tomorrow’, que tem como objetivo investir na formação da nova geração de surfistas ibéricos e desenvolver o seu talento com um compromisso reforçado com a proteção dos oceanos, criando uma geração de surfistas mais responsáveis e conscientes da necessidade de implementar uma abordagem regenerativa no ecossistema marinho.

O painel deste evento foi moderado por Paul Evans, Chief Editor da Surf Europe Magazine e contou ainda com a participação de Ana Figueiredo, presidente Executiva da Altice Portugal, Vera Pinto Pereira, administradora da EDP, Emily Hofer, CEO da World Surf League Pure, Garret McNamara, surfista e ainda Luís Araújo, presidente do Turismo de Portugal. O encerramento esteve a cargo de Rita Marques, secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços.
«É um gosto para mim e para o MEO fazer parte de um projeto como este e poder apoiar o surf e os oceanos», começa por dizer Ana Figueiredo, lembrando que «o MEO está conectado com o surf há mais de 20 anos». 

E acrescenta: «Começámos por apoiar atletas e agora, há mais de 12 anos, somos o principal patrocinador da liga de surf portuguesa e também de alguns eventos internacionais que decorrem no nosso país. Temos a sorte de estar ligados a um desporto como o surf, que está muito alinhado com os principais valores da nossa marca. Não apenas porque o desporto representa esses mesmos valores – como o trabalho em equipa, a resiliência, a ambição –, mas também pela sustentabilidade, um dos principais eixos da nossa atuação. O surf vive da sustentabilidade dos oceanos e por isso projetos como este fazem todo o sentido para nós», defendeu.

Para a responsável não há dúvidas que, enquanto marcas «acredito que devemos assumir este compromisso de promover mudanças positivas no mundo» e «se realmente queremos mudar a maneira como vivemos neste planeta e torná-lo sustentável é preciso sermos disruptivos e pensarmos de forma diferente» mas, defende que é preciso o envolvimento de todos os players desta indústria para que a possam tornar melhor.

«Queremos que esta nova geração de surfistas abrace estes valores e trabalhe connosco para construir um futuro mais sustentável e um melhor amanhã», finaliza.

Projeto The Unwanted Shapes
Decorre este ano a 3.ª edição do The Unwanted Shapes. Sob o pressuposto ‘Zero Impact, Full Performance’, o desafio desta edição (que conta com o apoio do MEO, Turismo de Portugal e World Surf League) foi lançado a toda a indústria do surf: adotar a utilização de pranchas sustentáveis em competição.

As pranchas ortodoxas são produzidas com recurso a produtos químicos altamente poluentes, pelo que o MEO ambiciona alterar profundamente este paradigma e trabalhar para que na edição de 2028 dos Jogos Olímpicos (Los Angeles, Estados Unidos da América), a segunda edição onde o surf é uma das modalidades em competição, a utilização de pranchas mais amigas do ambiente, em particular da vida marinha, seja uma regra da modalidade.
Foi este o compromisso assumido publicamente no painel Let’s Sea: The Waves for the Future.

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