Internacional

Ministros das Finanças e da Saúde de Boris Johnson demitem-se

Em causa está a nomeação de Chris Pincher, por Boris Jonhson, para vice-presidente da bancada parlamentar do partido Conservador, tendo o primeiro-ministro conhecimento das alegações de assédio sexual que pairam sobre o também antigo ministro. 

Ministros das Finanças e da Saúde de Boris Johnson demitem-se

Rishi Sunak, ministro das Finanças do Reino Unido, e Sajid Javid, ministro da Saúde, demitiram-se, esta terça-feira, em confronto com Boris Jonson, na sequência do escândalo sexual que tem atormentado a política britânica nos últimos meses. Os dois ex-ministros condenam a postura do ex-ministro em relação ao caso.

Em causa está a nomeação de Chris Pincher, por Boris Jonhson, para vice-presidente da bancada parlamentar do partido Conservador, tendo o primeiro-ministro tido conhecimento das alegações de assédio sexual que pairam sobre o deputado.

Os dois políticos conservadores anunciaram a saída através do Twitter, pouco depois de o primeiro-ministro ter vindo a público pedir desculpa por ter nomeado Pincher, que se demitiu do cargo no passado dia 30. Johnson disse ter-se esquecido da informação que lhe havia sido chegada sobre os comportamentos impróprios de Pincher. 

"Tem sido um enorme privilégio servir nesta função, mas lamento não poder continuar em boa consciência", disse Sajid Javid, em comunicado, publicado pelo Twitter. "O tom que se estabelece como líder e os valores que se representa refletem-se nos colegas, no partido e, em última instância, no país",disse ainda, acrescentando que os conservadores "nem sempre foram populares, mas sempre foram competentes em agir pelo interesse nacional". E remata: "Infelizmente, nas atuais circunstâncias, o público conclui que agora não somos nem uma coisa, nem outra", apontou.

Rishi Sunak, por sua vez, que larga a pasta das Finanças numa altura em que "o Mundo sofre as consequências da pandemia e da guerra na Ucrânia", disse ter chegado "relutantemente" à conclusão de que a liderança do Reino Unido não pode "continuar assim".

 

 

 

 

 

 

 
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