Cultura

NOS Alive. Stromae, finalmente, em Algés

O belga Stromae pisou, finalmente, o palco principal do NOS Alive, depois de uma falsa partida em 2015. Em Algés, cantou e encantou com os clássicos e as novidades do seu repertório.


Stromae é um artista multifacetado, músico, produtor e até desenhador de moda. Em 2015, estava previsto estrear-se em Portugal no NOS Alive, mas os efeitos secundários do tratamento à malária tramaram-no, acabando por fazê-lo cancelar o concerto.

Entretanto, Stromae pôs uma pausa na sua vida musical, mas os últimos anos foram de regresso e, finalmente, na edição de 2022 do NOS Alive, o belga estreou-se em Portugal, com Racine Carrée, o álbum de 2013 que o lançou à fama, e Multitude, o seu mais recente trabalho de estúdio, sob o braço.

Talvez por ser quarta-feira, o público no palco principal do NOS Alive, quando passava cerca de meia hora da meia noite do primeiro dia de festival, não se aproximava às enchentes que marcaram alguns dias de edições anteriores do festival, mas não foi por isso que quem estava presente não vibrou com os clássicos de Stromae, como Papaoutai, Ta fête, ou Tous les Mêmes.

Por entre as palavras em português que Stromae foi usando, talvez da sua relação com Cesária Évora, iam surgindo mais temas, tanto do Racine Carrée como do Multitude.

Depois de cerca de uma hora e vinte de concerto, Stromae despediu-se... mas foi uma falsa partida. Entretanto o quinteto voltou a palco e deliciou o público com mais uma série de temas, entre eles uma performance a cappella, que muito maravilhou os festivaleiros.

O primeiro dia do NOS Alive teve The Strokes, Fontaines DC e, para fechar, Stromae, que se estreou em grande na capital portuguesa, e que fecho o seu concerto com um sentido "Obrigado, Lisboa".

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