Internacional

Dois anos depois, o Chupinazo marcou o início do San Fermín

As festas de San Fermín voltaram após uma ausência obrigada pela pandemia da covid-19, e as ruas de Pamplona pintaram-se de vermelho e branco.


Há poucas festas no mundo tão singulares e icónicas como as festas de San Fermín, em Pamplona, no nordeste de Espanha, bem perto da fronteira com a França. As ruas e as varandas dos edifícios pintam-se de vermelho e branco, e no ar vibra um ambiente de festa com muita música, comida, bebida e, claro, aquilo que não pode faltar: touros.

De vermelho e branco, vestidos a rigor, quem marcou presença no arranque da edição de 2022 destas festas gritou de alegria com o regresso das mesmas, após uma pausa obrigatória fruto das restrições impostas pelo combate à pandemia da covid-19. É que ontem foi o dia de inauguração das mesmas, com o tradicional lançamento do foguete Chupinazo, que marca oficialmente o arranque das festividades, vigentes até 14 de julho, que neste ano são dedicadas aos profissionais de saúde.

Seguiu-se então a procissão dos Gigantes e Cabeçudos, os tradicionais bonecos de três metros que invadem as ruas de Pamplona no primeiro dia das festas.

Já hoje, bem cedinho de manhã, espera-se o ‘encierro’, as famosíssimas corridas de touros pelas ruas da cidade, em que as pessoas se aventuram a correr diante dos animais num percurso até ao centro histórico de Pamplona. Uma corrida breve, mas intensa, que dura apenas três minutos, e que decorre durante todos os dias da festa. O uso do verbo ‘aventurar-se’ é propositado: é que não é qualquer um que se atreve a correr, sem qualquer tipo de proteção, perante um grupo de animais selvagens que percorre furioso as ruas de Pamplona. Estima-se, aliás, que uma média de 200 a 300 pessoas são feridas durante as corridas de touros todos os anos, e pelo menos 16 pessoas perderam a vida por serem chifradas, pisoteadas ou caídas desde 1910.

Mas as festas de San Fermín são mais do que apenas corridas de touros. É um evento cultural marcante para os espanhóis, que contará também com arraiais, concertos e exibições de dança, e que atraiu, em 2019, cerca de 1,3 milhões de pessoas, das quais apenas cerca de 13 800 decidiram participar na largada dos touros.

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