Desporto

Futuro de Ronaldo em aberto

Depois de não ter sido convocado para a digressão do Manchester United na Tailândia, o futuro de Cristiano Ronaldo no clube inglês está cada vez mais em dúvida.


O futuro de Cristiano Ronaldo no Manchester United parece cada vez mais dúbio depois da equipa confirmar que o capitão da seleção portuguesa não estava entre os 31 jogadores selecionados pelo novo treinador Erik Ten Hag para participar na digressão à Tailândia. 

O United, que apesar das dificuldades em garantir o serviço de jogadores, uma vez que falharam a qualificação para a Champions League, revelou esta semana a contratação do dinamarquês Christian Eriksen e do holandês Tyrell Malacia, e explicou que foi concedido ao jogador português «mais algum tempo para lidar com um problema familiar».

Sublinhe-se que o ex-bola de ouro já deu a entender que, apesar de ter mais um ano de contrato, não pretende continuar no clube, não se tendo apresentado nos trabalhos de pré-época do Manchester United.

Tem sido vários os rumores que ligam Cristiano Ronaldo a outros clubes, desde o Bayern de Munique, que, entretanto, desmentiu o interesse, o Barcelona ou o Chelsea, que, segundo o jornalista inglês Peter O’Rourke, estará a preparar uma proposta de 14 milhões de libras (16,5 milhões de euros). 

Com a nova administração liderada pelo novo presidente do Chelsea, Todd Boehly, o clube pretende realizar contratações de estrelas que ajudem a reforçar a equipa do treinador alemão, Thomas Tuchel. Para tal, esta semana, os blues anunciaram a contratação do extremo Raheem Sterling, um acordo que deverá ficar fechado por um valor a rondar 45 milhões de libras (cerca de 53 milhões de euros).

O extremo inglês abandona assim o Manchester City, que conta com os portugueses Bernardo Silva, Rúben Dias e João Cancelo, depois de sete épocas. 

Sterling, que tinha vindo a perder espaço no plantel de Pep Guardiola e que chegou a estar associado a clubes como o Barcelona e o Bayern de Munique, foi contratado em 2015 ao Liverpool por 63 milhões de euros, tendo contribuído com 131 golos e 94 assistências em 337 jogos, ocupando um papel essencial na conquista de quatro troféus da Premier League.

Mas as movimentações em Inglaterra não ficam por aqui, nem as «perdas» do City, que esta semana se despediu de Gabriel Jesus que assinou pelo Arsenal por uma verba a rondar os 45 milhões de libras (cerca de 52,3 milhões de euros).

O internacional brasileiro de 25 anos, à semelhança de Sterling, também tinha vindo a perder espaço nas escolhas do treinador espanhol e, depois de cinco anos, onde disputou 236 jogos e marcou 95 golos, o ponta de lança acaba por rumar ao clube londrino, que já este verão contratou o português Fábio Vieira que se juntou a Cédric Soares e Nuno Tavares.

«Estamos encantados com a contratação do Gabriel. Todos os que percebem de futebol reconhecem as suas qualidades, é um jogador que admiramos há muito. Tem 25 anos e é internacional brasileiro com créditos firmados, o que demonstra a sua qualidade», confessou o diretor técnico do Arsenal, o ex-futebolista brasileiro, Edu Gaspar.

Ainda na capital londrina, o Tottenham de Antonio Conte garantiu o empréstimo do defesa central francês Clément Lenglet, que abandona o Barcelona de forma a reforçar o sistema defensivo do técnico italiano.

Mais a sul, em Itália, depois de muita especulação, o argentino Di Maria, que estava sem contrato depois de envergar a camisola do Paris Saint Germain durante sete épocas, decidiu assinar um contrato de um ano com a Juventus para ajudar a vecchia signora a recuperar o domínio da Seria A. 

O craque argentino de 34 anos chegou a ser apontado ao Benfica, clube onde jogou entre 2007 e 2010, e também ao Atlético de Madrid, mas, por enquanto, o futuro da sua carreira passa pelos relvados de Turim.

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