Internacional

Musk quer que todos tenham famílias numerosas

Elon Musk, de 51 anos, quer combater a queda da natalidade e já teve 10 filhos (incluindo Nevada Alexander, que teria 22 anos hoje se não tivesse perdido a vida para a Síndrome da Morte Súbita do Lactente). Aos 63 anos, a presidente da Comissão Europeia tem sete. Já as famílias Baldwin e Ramsay, apesar de terem sofrido perdas gestacionais, têm oito e cinco, respetivamente.

Musk quer que todos tenham famílias numerosas

Um dos maiores objetivos de Elon Musk, de 51 anos, parece ser combater a queda da natalidade e está disposto a investir nesta missão. «Estou a planear aumentar significativamente os benefícios para trabalhadores com crianças nas minhas empresas», anunciou na conta oficial do Twitter. «Tenho esperança de que as outras empresas façam o mesmo», asseverou o empresário, acrescentando que as medidas podem vir a ser divulgadas oficialmente em agosto.

O primeiro filho de Musk, Nevada Alexander Musk, nasceu em 2002 e teria hoje 20 anos. Contudo, com somente 10 meses de vida, não conseguiu vencer a Síndrome da Morte Súbita do Lactente (SMSL), sendo possível ler no Manual MSD que «embora a causa seja desconhecida, a maior probabilidade é de que ocorra por causa de uma alteração dos mecanismos controladores das funções neurocardiorrespiratórias», sendo que «a disfunção pode ser intermitente ou transitória e múltiplos mecanismos estão provavelmente envolvidos» como a incapacidade de detetar níveis elevados de CO2 no sangue ou canalopatia cardíaca que afeta o ritmo cardíaco em recém-nascidos.

Apesar de terem vivido esta experiência trágica, Musk e a escritora Justine Wilson voltaram a viver a alegria da maternidade e da paternidade em 2004, através de um processo de fertilização in vitro, sendo pais de Griffin e Vivian. Não se sabe muito sobre os jovens adultos, mas assim que completou 18 anos, Vivian decidiu adotar o apelido de solteira da mãe e assumir-se como transgénero, tendo deixado claro que não tem qualquer intenção de voltar a ter um relacionamento com o pai biológico, pois este terá feito comentários transfóbicos anteriormente.

Ainda no decorrer deste casamento, foi pai de trigémeos com Justine: Kai, Saxon e Damian Musk, adolescentes de 16 anos. Pouco depois do nascimento dos mesmos, a 13 de setembro de 2008, o casal anunciou o divórcio e posteriormente soube-se que partilhariam a guarda de todas as crianças. A verdade é que o matrimónio não fora repleto de momentos positivos como se poderia pensar, pois Justine fez questão de escrever um artigo para a revista Marie Claire explicando que considerava que o casamento de ambos não era saudável. A título de exemplo, alegava que Musk se autodefinia como o ‘alfa’ no relacionamento e frequentemente a pressionou e ignorou ou anulou os seus pedidos, tal como as opiniões que transmitia. Apesar disso, continuou a mencionar que foi uma ‘esposa modelo’, exemplar.

Quando se separou da companheira, assumiu o namoro com a atriz britânica Talulah Riley, tendo casado com a mesma em setembro de 2010, divorciando-se em 2012, voltado a casar no ano seguinte e pedido o segundo divórcio em 2014, sendo que este processo só viria a estar terminado em 2016. Durante alguns meses do ano de 2017, terá namorado com Amber Heard, chegando a ser acusado de se ter intrometido no casamento desta com o ator Johnny Depp, que teve a duração de dois anos (2015-2017).

Em 2018, revelou que estava a namorar com a cantora canadiana Grimes, tendo sido pai de X AE A-XII Musk – pronunciado como Ex Ash A Twelve ou Ex Ay Eye – em 2020, recebendo Exa Dark Sideræl Musk no ano seguinte. Se achou que o histórico de paternidade do empresário ficaria por aqui, enganou-se: voltou a ter gémeos, desta vez com Shivon Zilis, Diretora de Operações e Projetos Especiais da Neuralink, empresa liderada pelo multimilionário que é também dono da Tesla e da SpaceX.

 

Médica, presidente da Comissão Europeia e mãe de 7 filhos

«A queda da taxa de natalidade é de longe o maior perigo que a civilização enfrenta», escreveu Musk na rede social que desejava adquirir e, entretanto, relegou para segundo plano. «Desejo que tenham grandes famílias e parabéns a quem já as tem», indicou, sendo possível dizer que, por esta lógica, dá parabéns a outras personalidades que também contribuem para o crescimento da taxa de natalidade, como Ursula von der Leyen – filha de um antigo funcionário europeu e depois primeiro-ministro da Baixa saxónia –, mãe de sete filhos.

A atual presidente da Comissão Europeia tem 63 anos e casou, em 1986, com Heiko von der Leyen, médico, professor de medicina e diretor-executivo de uma empresa de engenharia biomédica, tendo ambos sido pais sete vezes entre os anos de 1987 e 1999: as filhas Maria Donata, Victoria, Sophie, Johanna e Gracia e os filhos David e Egmont. Curiosamente, em dezembro de 2009, o Diário de Notícias publicava o artigo ‘Ter sete filhos e vencer na política’, sendo o primeiro parágrafo bastante ilustrativo de como as mulheres bem-sucedidas são encaradas como más mães, enquanto aos homens bem-sucedidos como Musk não são colocados tais obstáculos: «Para todos os que lhe chamam ‘Rebenmutter’, a expressão alemã para aquelas mães que descuidam os filhos para ir trabalhar, Ursula von der Leyen tem uma só resposta: ‘A questão não é se as mulheres vão trabalhar. Elas vão trabalhar. A questão é se vão ter filhos’».

«E esta alemã de 51 anos sabe do que fala. Mãe de sete filhos, é o exemplo ideal de que é possível conciliar uma família numerosa e uma carreira bem sucedida. Formada em Economia e Medicina, a antiga médica deixou agora o Ministério da Família, que ocupava desde 2005, e passou para a pasta das Finanças no Governo de Angela Merkel», lia-se, sendo que, à época, era criticada por «não hesitar em mostrar a sua família» e o jornal evidenciava que «não são raras as fotografias nas revistas e jornais de Ursula, Heiko e dos sete filhos em atividades quotidianas ou em pose», à semelhança das análises feitas pelos órgãos de informação internacionais.

 

Os bebés arco-íris

Depois de ter sido casado com a atriz e modelo Kim Basinger, entre 1993 e 2002, com quem teve uma filha, Ireland Baldwin (nascida a 23 de outubro de 1995), em junho de 2012, o ator Alec Baldwin – 64 anos – casou com a instrutora de yoga, Hilaria Thomas, de 38 anos. Assim, até à data, foi também pai de: Carmen Gabriela (23 de agosto de 2013), Rafael Thomas (2015), Leonardo Ángel (2016), Romeo Alejandro (2018), Eduardo (setembro de 2020), Lucia (2021) e, atualmente, está à espera de mais um filho, tendo sido anunciada a gravidez de Hilaria no passado mês de março.

«Depois de muitos altos e baixos, nos últimos anos, temos uma enorme surpresa: vem aí mais um Baldwinito, no outono. Tínhamos a certeza de que a nossa família estava completa, mas ficámos muito felizes com esta surpresa», redigiu a mulher do ator na legenda de um vídeo que partilhou no Instagram. «Partilho, convosco, o momento em que contámos às crianças. Como podem ver, ficaram muito contentes! O nosso novo bebé é um ponto brilhante nas nossas vidas. Uma bênção e um presente nestes tempos incertos. Senti a vossa falta, durante a minha pausa nas redes sociais. Estou de volta e feliz por continuar a partilhar convosco esta viagem selvagem a que chamamos vida», escreveu.

Deste modo, a família Baldwin cresce numa altura conturbada, isto porque o artista, alegadamente, terá disparado um tiro que viria a matar Halyna Hutchins, nas gravações de um filme, e a polémica não cessou desde esse trágico incidente. Para além disto, sofreu um aborto espontâneo em novembro de 2019. Quem, infelizmente, tem um percurso semelhante é o casal Ramsay. Gordon – famoso chef de 55 anos – casou com Tana – 47 anos – em 1996, tendo sido pais de Megan (24 anos), Holly e Jack (22 anos), Tilly (20 anos) e Oscar (três anos).

O casal que se divide entre Los Angeles e a área de Wandworth, em Londres, também perdeu um filho – Rocky – quando Tana se encontrava no quinto mês de gravidez, em junho de 2016.

As estatísticas parecem indicar que estas perdas gestacionais são bastante comuns, sendo que o Colégio Norte-Americano de Obstetras e Ginecologistas contabiliza que ocorram em até 26% das gravidezes e até 10% das gestações clinicamente reconhecidas. Contudo, salienta que as estatísticas nem sempre são reconfortantes para as mulheres que não tiveram a oportunidade de ter os filhos consigo e, portanto, o lema ‘esperança após a perda’ é constantemente evidenciado.

 

Os comentários estão desactivados.