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Boris Johnson diz adeus ao parlamento: "hasta la vista, baby"

Na corrida ao lugar de primeiro-ministro do Reino Unido, encontram-se a ministra dos Negócios Estrangeiros, Liz Truss, a secretária de Estado do Comércio, Penny Mordaunt, e o antigo ministro das Finanças, Rishi Sunak.


Boris Johnson despediu-se esta quarta-feira do parlamento britânico de uma forma inigualável, proferindo a frase "hasta la vista, baby", durante o seu último debate na Câmara dos Comuns. O político foi aplaudido de pé pela bancada do partido Conservador. 

"Os últimos anos têm sido o maior privilégio da minha vida. É verdade que ajudei a obter a maior maioria 'tory' [conservadora] em 40 anos e um enorme realinhamento na política do Reino Unido. Transformamos a nossa democracia e restaurámos a nossa independência nacional", disse o primeiro-ministro do Reino Unido, relembrando que ajudou o país a "ultrapassar uma pandemia e a salvar outro país da barbárie", falando da Ucrânia. 

"Francamente, isso é o suficiente para já. Missão largamente cumprida, por agora", disse Johnson, antes de terminar a sua intervenção com a famosa frase utilizada por Arnold Schwarzenegger no filme "Exterminador Implacável 2: O Dia do Julgamento" (1991).

Keir Starmer, líder da oposição e do Partido Trabalhista, reconheceu que a relação entre duas forças políticas opostas "nunca é fácil", mas desejou "boa sorte para o futuro" a Boris Johnson e à sua família. Starmer lançou ainda uma farpa aos candidatos à sucessão, afirmando que nenhum disse "uma única coisa decente" sobre o atual líder conservador e que todos apontaram críticas ao executivo durante os debates televisivos.

Na corrida ao lugar de primeiro-ministro do Reino Unido, encontram-se a ministra dos Negócios Estrangeiros, Liz Truss, a secretária de Estado do Comércio, Penny Mordaunt, e o antigo ministro das Finanças, Rishi Sunak.

As três caras disputam hoje a sexta (e última) volta da eleição para a liderança do Partido Conservador, com o objetivo de reduzir a luta entre apenas dois candidatos, que irão enfrentar uma última votação dos militantes conservadores em  agosto. Mas é apenas no dia 5 de setembro que o vencedor deverá ser anunciado, tornando-se oficialmente no próximo primeiro-ministro.

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