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Reta final na disputa presidencial

Ao que tudo indica o quadro eleitoral está definido na polarização Lula e Bolsonaro. 

Reta final na disputa presidencial

Por Aristóteles Drummond

Ao que tudo indica o quadro eleitoral está definido na polarização Lula e Bolsonaro. Os demais nomes não conseguem chegar aos dez por cento nas sondagens. E o clima cada vez mais radicalizado. O senador Randolphe Rodrigues, um ferreno opositor do governo, em convenção partidária se referiu ao Presidente da República nos termos mais baixos possíveis. E ficou por isso mesmo. E a intervenção do Judiciário promete gerar crises daqui até o dia 2 de outubro, quando da primeira volta.  A complicar a situação, a economia começa a perder a confiança dos mercados em função dos gastos do governo, numa tentativa de captar votos.

Variedade

• Arnoldo Wald, um dos mais importantes juristas brasileiros, completou 90 anos e em plena atividade. Forma com Ives Gandra e o ministro aposentado Carlos Velloso as três maiores reservas  das letras jurídicas.

• O Presidente Bolsonaro, ao ser questionado pela troca de quatro presidentes da Petrobras, afirmou que pode trocar quantas vezes julgar necessário. 

• Causa certa perplexidade a insistência do presidente Bolsonaro em determinar ou incentivar a presença de militares no controle do processo electrónico eleitoral. O sistema é tido como seguro e usado em mais de dez eleições sem problemas.

• A venda de três refinarias da Petrobras prevista para este ano pode não ocorrer. Potenciais investidores temem pelo risco político representado pela provável eleição de Lula da Silva e de intervenção nos preços no caso da reeleição do presidente.

• Lula foi passar uns dias em Brasília e os jornais divulgaram que a suite em que ficou tem custo de mil e duzentos euros. Ora, o normal, em todo mundo, é os hotéis darem um up grade a hóspedes que tenham visibilidade na mídia. Pode ter sido isso. O embate politico chega a este tipo de detalhes.

• Três perdas significativas na vida brasileira: Faleceu o Chefe da Família Imperial do Brasil, D. Luiz, de 84 anos. Embora de vida muito discreta, com problemas de saúde, era respeitado e mereceu decreto de luto oficial. Outra perda, aos 97 anos, foi o grande mecenas e colecionador de arte Gilberto Chateaubriand, o ultimo filho de Assis Chateubriand. E, aos 87 anos, Gilberto Amaral, o mais antigo colunista social do Brasil, pioneiro de Brasília. Amaral foi para a nova capital para a inauguração, em 1960, e lá ficou.

• O preço médio das passagens aéreas subiu mais de 25% no primeiro semestre no Brasil. O movimento já supera o anterior à pandemia. Para Europa, já está difícil obter passagens.

• O histórico Teatro Municipal do Rio de Janeiro está comemorando seus 113 anos em grande estilo. Em impecável montagem, reunindo cerca de 40 artistas, entre cantores e bailarinos, apresenta a ópera Don Giovanni, de Mozart. E a preços populares, que vão dos quatro aos quinze euros.

• E Roberto Carlos, aos 81 anos, volta a cumprir sua programação. Mas na semana passada, no Rio, ficou irritado com o tumulto provocado um pouco antes de distribuir, como tradição, cem rosas para o público. Parou e pediu educação. Foi atendido! Carisma é assim.

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