Sociedade

Rede do SIRESP sofreu "falhas constantes" durante os incêndios em Leiria

Para transmitir o ponto de situação dos fogos ao Comando Distrital de Operações de Socorro, os bombeiros tiveram de recorrer ao e-mail, rádios e aos seus telemóveis.


A rede de emergência Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP) sofreu “falhas constantes” nos incêndios em Leiria, na semana em que Portugal estava sob estado de contingência devido às temperaturas elevadas que contribuíram para vários focos de incêndios em diversas zonas do país.

Segundo uma reportagem da rádio Renascença, os bombeiros viram-se impedidos de comunicar através do SIRESP devido à sobrecarga da rede, nos momentos em que os incêndios passavam de pequena para grande dimensão naquele distrito.

Para transmitir o ponto de situação dos fogos ao Comando Distrital de Operações de Socorro, os bombeiros tiveram de recorrer ao e-mail, rádios e aos seus telemóveis.

Chegou a existir situações em que as comunicações via SIRESP ficaram totalmente cortadas durante pelo menos uma hora.

Quando os incêndios aumentaram subitamente de dimensões em Leiria, o SIRESP começou a ficar sem resposta e para resolver, foram colocados, na maioria dos casos, um veículo repetidor do sinal de rede.

No entanto, o comandante dos Bombeiros Voluntários de Ourém disse à Renascença que, durante uma hora, os bombeiros ficaram com a comunicação “às escuras”, embora nunca tenham ficado sem qualquer tipo de ligação às autoridades.

Questionado pela rádio, o presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, António Nunes, disse que já tem conhecimento das falhas do SIRESP nos incêndios deste ano. Nas palavras de António Nunes, é um problema que já se detetou e que será sempre verificado quando acontecer um aumento de dimensões de um incêndio.

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