Reforçados apoios sociais para alunos do ensino superior público

Em comunicado, o ministério refere que nas alterações previstas inclui-se a atribuição automática de bolsa de estudo no ensino superior a todos os estudantes que beneficiem do 1.º, 2.º ou 3.º escalões de abono de família e que ingressem através do concurso nacional de acesso ao ensino superior público.

Os apoios sociais para o ensino superior vão ser reforçados a partir de setembro, anunciou este sábado o Ministério da Ciência, Tecologia e Ensino Superior. 

Em comunicado, o ministério refere que nas alterações previstas inclui-se a atribuição automática de bolsa de estudo no ensino superior a todos os estudantes que beneficiem do 1.º, 2.º ou 3.º escalões de abono de família e que ingressem através do concurso nacional de acesso ao ensino superior público.

O reforço apresenta ainda o alargamento da atribuição de bolsas +Superior, com o montante de 1700 euros anuais, a todos os estudantes bolseiros, nomeadamente aos que se enquadrem no 1.º, 2.º ou 3.º escalões de abono de família.

Os estudantes também poderão usufruir de um novo complemento à bolsa de estudo, com um valor máximo de 250 euros anuais e que tem como objetivo apoiar as deslocações dos estudantes bolseiros entre as localidades da sua residência habitual e as localidades das instituições de ensino em que estudam. 

Os complementos de alojamento fora da residência (para alunos que tenham de recorrer ao alojamento privado para frequentar o ensino superior, também serão atualizados e será atribuído um complemento de alojamento a estudantes bolseiros que se encontrem deslocados do seu país de residência habitual, permitindo "a atribuição de apoios de alojamento para os estudantes em situação de emergência por razões humanitárias ou beneficiários de proteção temporária bem como para emigrantes portugueses que ingressem no ensino superior em Portugal”.

"Até ao momento, os estudantes de mestrado que recebem bolsa de estudo recebem um montante insuficiente para suportar integralmente o valor de propinas dos mestrados, facto que tem limitado a formação avançada de estudantes provenientes de famílias mais carenciadas. Com esta medida as bolsas de mestrado deixam de suportar apenas 872€ de apoio de pagamento a propinas e passam a suportar até 2.750 euros de apoio a pagamento de propinas", pode ler-se ainda na mesma nota.