Internacional

Taiwan. Comunidade internacional condena novos exercícios militares

O exército chinês lançou novas manobras militares que incluíram o uso de fogo real.


Os militares chineses anunciaram que vão retomar os exercícios militares junto a Taiwan, como retaliação pela visita ao território da presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, uma decisão que suscitou diversas reações da comunidade internacional.

Taiwan anunciou que “condena veementemente a decisão da China de prolongar os exercícios militares. A provocação e a agressão da China minaram o ‘status quo’ no Estreito de Taiwan e aumentaram as tensões na região”, disse o ministério dos Negócios Estrangeiros taiwanês, em comunicado.

Já o Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, admitiu estar preocupado com as manobras militares, mas acredita que Pequim não vá mais longe. “Não estou alarmado, mas estou preocupado com tanta movimentação. Embora não ache que eles vão fazer mais do que estão a fazer”, disse Biden aos jornalistas na base de Dover, no estado de Delaware, quando questionado sobre a situação.

O Exército chinês lançou vastas manobras, que incluíram o uso de fogo real, na quinta-feira, em seis grandes áreas ao redor de Taiwan, um dia após Pelosi ter partido de Taipé.

Os exercícios visaram preparar um eventual bloqueio da ilha, segundo a imprensa oficial chinesa.

A China prolongou esta segunda-feira as suas manobras militares em torno de Taiwan um dia além do previsto, com exercícios centrados em operações antissubmarino e simulações de ataques aéreos com embarcações visadas, enquanto a ilha também se prepara para testar a sua prontidão defensiva esta semana.

As manobras chinesas começaram na passada quinta-feira em resposta à visita a Taipé da presidente da Câmara dos Representantes dos EUA, Nancy Pelosi, que Pequim tomou como uma provocação que coloca em causa a soberania chinesa.

Inicialmente essas manobras deveriam terminar no domingo, mas na madrugada de hoje o exército chinês anunciou a sua extensão.

As autoridades chinesas não especificaram a localização destas manobras adicionais ou se mantêm em vigor as seis zonas em que foram realizadas nos últimos dias e o encerramento do espaço aéreo e marítimo dessas zonas, uma delas localizada a apenas 20 quilómetros de Kaohsiung, a principal cidade do sul da ilha.

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