Internacional

Chanceler alemão quer construir gasoduto desde Portugal

Olaf Scholz lamentou que essa ligação ainda não tenha sido alavancada, pois agora permitiria dar uma “contribuição maciça” e “resolveria os problemas atuais” do abastecimento no norte da Europa na sequência da guerra na Ucrânia.   


Para reduzir a dependência do gás russo, o chanceler alemão, Olaf Scholz, anunciou a sua vontade de construir um gasoduto desde Portugal através de Espanha e França para a Europa.

Scholz lamentou, em conferência de imprensa, que essa ligação ainda não tenha sido alavancada, pois agora permitiria dar uma “contribuição maciça” e “resolveria os problemas atuais” do abastecimento no norte da Europa na sequência da guerra na Ucrânia.   

No entanto, este projeto ainda é uma opção viável para quebrar as ligações da Europa com a Rússia. O chanceler alemão, citado pela agência Efe, admitiu que já falou com os seus colegas de Portugal, Espanha e França e ainda com a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, para incentivar o avanço deste potencial gasoduto, dado que existem laços com o norte de África.

"Todos os governos, todas as empresas devem ter em conta que as situações podem mudar e preparar-se para se isso acontecer", sublinhou Scholz, após reconhecer que a atual coligação governamental alemã – sociais-democratas, Verdes e liberais – não esperava pela falta de alternativas a uma possível redução no uso do gás russo.

Ainda assim, perante esta situação, o líder alemão assinalou que o país foi capaz “em tempo recorde” de procurar soluções para assegurar o fornecimento do gás no próximo inverno, mas admitiu que será “mais caro”.

Segundo os últimos dados da Agência Federal de Redes (Bundesnetzagentur), a Alemanha já atingiu cerca de 75% de capacidade dos depósitos de gás, um número que deveria ser alcançado no próximo dia 01 de setembro, de acordo com os objetivos do governo.

Recorde-se que o grupo russo Gazprom interrompeu completamente o fornecimento de gás em meados de julho, alegando a necessidade de tarefas de manutenção. Quando o serviço voltou ao normal, o volume de gás baixou para 20% da sua capacidade, em comparação aos 40% que se registavam antes da paragem.

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