Sociedade

Vigilância na serra da Estrela vai ser intensificada devido aos incêndios

Presidente da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) alertou para “os comportamentos conscientes de toda a população com a não utilização do fogo”, apelando à “vigilância de tudo aquilo que se passa no território numa forma de cidadania ativa”, para que se consiga “debelar este flagelo”.


Duarte Costa, presidente da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), anunciou esta terça-feira que a região da serra da Estrela, mais precisamente nos concelhos de Belmonte, Covilhã e Guarda, vai ter um “incremento na vigilância” pelas forças de segurança. 

"Uma das coisas que foi profundamente alterada (…) é um incremento ainda mais ativo das forças adstritas à vigilância em toda esta região, por forma a que de uma forma persuasiva as pessoas não se sintam tentadas a fazer o uso do fogo, seja por motivos dolosos ou por motivos do seu trabalho, numa situação que é muito perigosa", anunciou Duarte Costa, em declarações aos jornalistas, em Belmonte, distrito de Castelo Branco. O incêndio nesse distrito tem "uma frente muito ativa", acrescentou. 

A medida apresentada é “decorrente da indicação do senhor ministro da Administração Interna [José Luís Carneiro], conjuntamente com o comandante-geral da GNR”, Rui Clero.

“Sei que a GNR e a Polícia Judiciária têm desenvolvido um conjunto de medidas de incremento nas suas áreas de investigação, de forma que haja um detetar e, se possível, apanhar as pessoas que ao longo destes dias têm estado a meter fogo”, acrescentou.ainda o responsável. 

Duarte Costa alertou para “os comportamentos conscientes de toda a população com a não utilização do fogo”, apelando à “vigilância de tudo aquilo que se passa no território numa forma de cidadania ativa”, para que se consiga “debelar este flagelo”.

“Para dar, novamente, este incêndio como dominado. Está a correr bem na frente da Guarda. Aqui, ainda temos muito trabalho a fazer. O correr bem na frente da Guarda não quer dizer que vamos diminuir as ações de combate e vigilância”, explicou. 

 

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