Opiniao

Montegro e o aeroporto: "Temos de esperar"

O PSD tirou o PS das mãos do PCP e do BE, agora quer tirar o Governo das mãos do PS.

Montegro e o aeroporto: "Temos de esperar"

Por Simões Ilharco

O líder social-democrata falou em exclusivo ao Nascer do Sol, durante a rentrée do PSD no Pontal. Ainda não decidiu sobre o novo aeroporto, pelo que "temos de esperar". Em contrapartida, vê com confiança a subida do PSD nas sondagens, aproximando-se de Costa. Mas, "vamos devagarinho".

Devagar se vai ao longe, não é Luís Montenegro? Com uma legislatura de quatro anos pela frente, não pode, obviamente, entrar a matar. Contudo, e fazendo o que o PS não fez, avançou já com um plano de emergência social, que contempla apoio extra aos pensionistas e aos rendimentos mais baixos.

O PSD está de volta, para regressar ao Governo. Outro regresso, com a presença de Passos Coelho, foi o do Pontal, que remonta a Sá Carneiro em 1976 no pinhal. Desta vez no Calçadão da Quarteira, que encheu por completo. Com Cavaco Silva e Passos Coelho, o Pontal conheceu outros momentos altos.

O PSD tirou o PS das mãos do PCP e do BE, agora quer tirar o Governo das mãos do PS. A imagem é de Montenegro, que foi caústico: "Com Guterres, o pântano; com Sócrates, a bancarrota e com Costa, o empobrecimento".

O PSD, esse, está bem e recomenda-se. Pelo que vi, está já criada uma dinâmica de vitória. "O PSD não está aqui de plantão, mas sim para ganhar as eleições", salientou Montenegro.

Além de Montenegro e Passos Coelho, este com um regresso pontual, segundo disse, outra das figuras da noite foi o carismático Mendes Bota, a recuperar bem de problemas de saúde, e a quem o PSD muito deve.

Escrevam o que escreverem, digam o que disserem sobre o passismo, mas tive muito orgulho e honra em estar com Passos Coelho, sobretudo em mandar embora a troika, trazida pelo PS, frisou Montenegro."Foste um grande primeiro-ministro", disse, dirigindo-se a Passos Coelho.

O entusiasmo era tanto na festa do PSD, que, porventura, ninguém terá sentido o abalo telúrico, que, à mesma hora, assolou a região algarvia, onde decorriam os festejos e Montenegro se afirmava como real alternativa aos socialistas.

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