Economia

Saldo orçamental melhora até julho "devido ao dinamismo económico", diz Finanças

A receita fiscal e contributiva aumentou 17,2% face ao mesmo período de 2021. 

Saldo orçamental melhora até julho "devido ao dinamismo económico", diz Finanças

As administrações públicas registaram, até julho um excedente orçamental de 432 milhões de euros, em contabilidade pública, evidenciando uma melhoria de 7 589 de euros comparando com os mesmos meses de 2021, período ainda afetado pela pandemia. No entanto, face ao primeiro semestre de 2022 o saldo acumulado recuou 681 de euros.

De acordo com o ministério de Fernando Medina, a melhoria do saldo orçamental das administrações públicas, em relação ao período homólogo, "é fortemente justificada pelo dinamismo da atividade económica e do mercado de trabalho, que influencia o crescimento da receita (+16% face a 2021 e +13% face a 2019) e menor impacto em 2022 das medidas associadas à prevenção e combate à covid-19", referindo ainda que "a despesa primária expurgada da despesa covid-19 cresce em termos homólogos 2,9% até julho deste ano e 10,3% face a igual período de 2019".

A receita fiscal e contributiva aumentou 17,2% face ao mesmo período de 2021 (uma evolução de 13,6% em relação aos primeiros sete meses de 2019). Comparando com junho deste ano, registou-se uma variação de 21,6%. "Esta evolução deve-se ao contributo da receita fiscal (21,1% face a 2021 e 12,5% em relação a 2019), em particular à recuperação do IVA (+24,7% relativamente a 2021 e +16,5% face a 2019), bem como da receita contributiva (+9,6% comparando com 2021 e +16,2% comparando com 2019), que refletem a recuperação económica dos últimos meses face ao ano anterior", salienta o mesmo documento.

O saldo primário (que não contabiliza juros) foi positivo em 4 397 milhões de euros nos primeiros sete meses deste ano, o que compara com um défice primário de 2 929 milhões de euros em 2021.

Já a despesa do SNS registou um acréscimo de 6,3% em termos homólogos, destacandose a componente de aquisição de bens e serviços (+10,7%), para a qual contribui fortemente o crescimento da despesa associada a produtos vendidos em farmácias (+17,8%) e aos meios complementares de diagnóstico e terapêutica (+16,3%). Comparando com os mesmos meses de 2019, o aumento da despesa foi de 23%.

As despesas com salários nas Administrações Públicas cresceram 3% face ao período homólogo, destacando-se a evolução dos salários no SNS (+5,9%) e do pessoal docente dos estabelecimentos de ensino não superior (+2,6%), a qual reflete o aumento no número de contratações, os aumentos salariais e as valorizações remuneratórias.

O Investimento na Administração Central e Segurança Social sem PPP aumentou 19,1% face ao período homólogo, destacando-se o crescimento do investimento associado à Universalização da Escola Digital, Ferrovia 2020 e expansão do Metro do Porto. A despesa com prestações sociais realizada pela Segurança Social excluindo prestações de desemprego e medidas covid-19 cresceu 4%. As prestações de parentalidade (+12,9%) e o subsídio por doença (+8,7%) estão entre as que registaram maiores aumentos

 

Os comentários estão desactivados.