Politica

Avante! Jerónimo culpa sanções à Rússia pelo aumento de preços

Secretário-geral do PCP diz que o partido está “desde a primeira hora ao lado da paz e contra a guerra”.


O secretário-geral do PCP condenou as sanções da União Europeia e dos EUA à Rússia pelo aumento dos preços da energia e bens de consumo em Portugal. “A escalada da guerra na Ucrânia e a espiral de sanções são indissociáveis da desenfreada especulação e aumento dos preços de energia, alimentos e outros bens de primeira necessidade”, disse durante o discurso de encerramento da Festa do Avante, onde atirou que o PCP está “desde a primeira hora ao lado da paz e contra a guerra, razão pela qual o PCP defende uma solução política para o fim do conflito”.

E deixou algumas críticas, tendo defendido que, no espaço de um ano, existiram muitas mudanças. “Nos primeiros seis meses do ano os grandes grupos de distribuição acumularam lucros como nunca. Esta fúria exploradora e especulativa que avança impune tem que ser travada. O Governo pode e deve intervir e não esconder-se como defendem PSD, CDS, IL, e Chega”.

E, tal como outros partidos já o fizeram, Jerónimo de Sousa pediu medidas urgentes, a partir de setembro, para combater o aumento da inflação, com destaque para a fixação de preços máximos na energia e a redução do IVA na eletricidade e no gás para os 6%.

Garantindo que o seu partido continua “pronto e decidido” na luta em “defesa dos interesses dos trabalhadores” e do povo de Portugal e do mundo, Jerónimo de Sousa disse que os Estados Unidos, Bruxelas e a NATO, “com a cumplicidade do Governo português”, tudo estão a fazer para continuar a guerra na Ucrânia, sem se preocuparem pelas condições de vida das populações.

“A escalada da guerra na Ucrânia e a espiral de sanções impostas pelos Estados Unidos da América, a União Europeia e a NATO, com a cumplicidade do Governo português, são indissociáveis da desenfreada especulação e aumento dos preços da energia, dos alimentos e de outros bens de primeira necessidade, do ataque às condições de vida dos povos, arrastando o mundo para uma ainda mais grave situação económica e social”, acusou.

PCP felicita MPLA Entretanto o PCP felicitou o MPLA pela vitória nas eleições gerais realizadas a 24 de agosto, com a eleição da maioria dos deputados na Assembleia Nacional e de João Lourenço como Presidente da República de Angola. “Um resultado que, nas complexas condições em que tiveram lugar estas eleições, expressa o reconhecimento por parte do povo angolano do percurso histórico e papel fundamental desta força política na conquista da independência nacional, na defesa da soberania e da integridade territorial de Angola face à agressão do regime do apartheid, na conquista da paz e da reconstrução nacional no seu país”, diz.

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