Economia

Sintac reúne-se com Portway para negociar condições de trabalho

Em cima da mesa estará a falta de progressões nas carreiras e o pagamento de feriados a 100%, entre outras exigências.

Sintac reúne-se com Portway para negociar condições de trabalho

O Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Aviação Civil (Sintac) reúne-se esta terça-feira com a Portway para discutir a falta de progressões nas carreiras e o pagamento de feriados a 100%, entre outras exigências. No entanto, a estrutura sindical diz que “caso a empresa mantenha a mesma postura para com os trabalhadores, os mesmos deram à direção deste sindicato ‘carta branca’ para resolução do problema”.

Este encontro decorre na sequência da paralisação do passado mês de agosto, “que resultou no cancelamento de mais de 200 voos”. 

Em entrevista ao i, Pedro Figueiredo, um dos dirigentes da estrutura sindical, tinha admitido que a greve convocada para o final de agosto, era considerada inevitável, por entender que “ todas as opções” estavam esgotadas,  acusando a empresa de “preferir ir por outros caminhos». O responsável disse ainda que essa paralisação deveria afetar o funcionamento normal dos aeroportos, mas também afirmou que o sindicato assumiria as suas responsabilidades. E acrescentou: “Queremos um sindicalismo real e não nos tribunais. Queremos diálogo, acordos admissíveis e paz social”.
Uma situação que levou a empresa do grupo ANA a garantir quem pagava a fatura: “No final, ficam os enormes prejuízos para passageiros, companhias aéreas e para a Portway”, acrescentando que “se para alguns, os cancelamentos de voos e constrangimentos são uma vitória, para a Portway é de lamentar todos os incómodos e prejuízos que esta greve sem sentido causou.”

A Portway  tem vindo a rejeitar as acusações da estrutura sindical ao garantir que “cumpria com toda a legislação e regulamentação aplicáveis”, incluindo os acordos de empresa em vigor e os direitos laborais”, lembrando que fez atualizações remuneratórias de 11% desde 2019 e pagando feriados com um acréscimo de 150% face ao valor/hora.

E rejeitou ainda as críticas sindicais de falta de investimento, afirmando que tem investido anualmente cerca de dois milhões de euros em equipamentos e instalações, com dois objetivos: “melhorar as condições dos trabalhadores e a ‘performance’ ambiental da empresa”. E denunciou ainda a falta de disponibilidade para o diálogo por parte dos trabalhadores e dos seus representantes, nomeadamente do SINTAC.

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