Economia

BCE não tem dúvidas: vai ser necessário novas subidas dos juros

Garantia vai ao encontro do que foi avançado pelos economistas contactados pelo i que deveremos assistir a mais duas novas subidas até ao final do ano.

BCE não tem dúvidas: vai ser necessário novas subidas dos juros

O economista-chefe do Banco Central Europeu (BCE), Philip Lane, afirmou que são “necessárias mais subidas” nas taxas de juro da zona euro para “travar o aumento” da taxa de inflação. Esta garantia surge depois de o aumento das taxas de juros em 0,75%  para 1,25%. Tratou-se do segundo aumento consecutivo e representou uma nova subida histórica. No entanto, já na altura, sinalizou que iria aumentar os juros nas próximas reuniões.

De acordo com Philip Lane, o Conselho de Governadores do BCE considera que é “preciso continuar a aumentar as taxas de juro nas próximas reuniões” para reduzir a procura. Isso significa que, as próximas decisões sobre a magnitude das taxas de juros vão depender dos dados macroeconómicos que forem divulgados e serão tomadas em cada reunião.

“Esperamos que as taxas de juros subam porque a inflação está muito alta e provavelmente permanecerá acima de meta do BCE (2%) por um longo período”, salientou o economista.

Tal como i avançou esta quarta-feira, Paulo Rosa, economista sénior do Banco Carregosa, diz que “é expectável que as taxas de juro do BCE subam entre 100 a 125 pontos até ao final do ano e se fixem perto dos 2%, nomeadamente a taxa de juro dos depósitos do BCE. São mais duas reuniões, a 27 de outubro e a 15 de dezembro”.

Também Henrique Tomé, analista da XTB, diz que tudo dependerá do rumo que a inflação tomar. No entanto, lembra que durante as próximas reuniões, o BCE deverá aumentar ainda mais as taxas de juro para arrefecer a economia se a inflação permanecer em níveis elevados. “Espera-se que o BCE continue a aumentar as taxas de juro de referência para níveis bem acima daqueles que temos visto nos últimos anos. E segundo as últimas projeções deverá avançar com uma nova subida de 50 pontos base sobre as taxas, dado que a taxa de inflação permanece em níveis pouco desejados”.

É certo que esta subida que já se está a refletir nos empréstimos que estão a ser pagos, em que o maior impacto é no crédito à habitação. Tal como o nosso jornal já avançou, algumas simulações apontam para aumentos que poderão variar entre os 49 e os 125 euros, consoante o valor do imóvel. Subidas essas que levaram várias famílias a fazer pedidos de esclarecimento junto da Associação de Defesa dos Consumidores (Deco). 

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