Cultura

Maria João Costa. 'Seria uma tragédia se as telenovelas acabassem em Portugal'

As palavras foram sempre uma constante: passou pelo jornalismo, foi editora e agora escreve novelas. Confessa que o ato de escrever é cansativo e o trabalho consegue consumi-la. E se é facto que muitos criticam as novelas, são elas o grande ganha-pão da maioria dos trabalhadores do setor. Maria João Costa, de 45 anos, conta como é ser uma criativa.  


Passou de jornalista a escritora. Como se deu essa mudança?
Não foi de imediato. Comecei como jornalista quando ainda estudava na faculdade, no segundo ano. E era freelancer. E foi muito bom, porque assim não tinha de estar tão dependente dos meus pais. E, nessa altura, esse trabalho ainda era bem pago, então valia a pena. Depois, quando estava no último ano da faculdade, surgiu a oportunidade de integrar um curso de formação na RTP, o que fez com que passasse da imprensa para a televisão. 

E depois?
Acabei por passar pela área dos programas e, entretanto, fui para o Brasil – entre 2004-2005. Com essa experiência percebi que o mercado da TV era um pouco injusto. Nem sempre viam realmente as pessoas pelo seu trabalho. Muitas pessoas nesse meio estão dispostas a fazer muita coisa para estar à frente de uma câmara. Havia sempre uma competição injusta. Ninguém estava na verdade a avaliar o nosso intelecto ou a nossa capacidade de trabalhar, pelo menos nessa altura, visto que acabei por me afastar por completo dessa área. 

Como por exemplo?
No que toca a imagem, havia sempre uma rapariga mais jovem, mais gira. E contra isso não podia fazer nada. E foi nessa altura que decidi que ia apostar mais nos bastidores. Comecei a trabalhar no mercado editorial, onde consegui ser bem sucedida. Trabalhei nessa área, em que fui editora, durante 10 anos. Tenho por vezes alguma sorte nos meus começos. Comecei na Dom Quixote, que tinha sido comprada pelo grupo LeYa, um ano depois de ter entrado. Nessa altura, eu tinha começado uma marca dentro da Dom Quixote, que depois de ter sido lançada era a marca mais rentável em Portugal. Nem eu sei como é que isso aconteceu! Saiu um estudo de mercado sobre isso e eu estava em primeiro lugar. O que também me valeu muitas inimizades. Acabámos por abrir um escritório da LeYa no Rio de Janeiro. 

Foi um regresso a uma segunda casa. Para mim foi muito importante porque apesar de já ter lá estado, permitiu-me aprofundar bastante a cultura brasileira e as pessoas. Estudei bastante a história daquele país também para perceber que livros é que eu podia fazer. Foi um mergulho. Mas a ideia de escrever para televisão já tinha aparecido antes de ir para lá. 

Então?
Foi de uma amiga minha que já havia trabalhado comigo quando eu fazia edição. Veio desafiar-me para fazermos uma novela, para fazermos algo de interessante e de diferente. E eu gostei da ideia. Mas começou mais como uma brincadeira de duas amigas. Se ela não me tivesse desafiado, talvez eu não estivesse a escrever novelas. Começámos as duas a fazer uma sinopse, assim ainda a brincar, e até estávamos a ver que não estava a ficar nada mau! [risos]. Na altura tentámos falar com o então diretor-geral da SIC, que disse que a ideia era interessante. Nessa época, a SIC estava apenas a fazer uma novela à noite e era, naturalmente, difícil tentar furar o mercado. E então resolvemos falar com a TVI. 

E foi mais fácil?
Foi muito bem recebido, mas claro que tudo tem os seus contratempos e as suas prioridades, tal como qualquer empresa. E eu, não me desmotivando, continuei a estudar, porque não tinha experiência nesta área. E percebi que tinha de compensar essa falta de experiência com estudo. Comecei a dedicar-me mais a essa parte e gostei bastante. Comecei a ler todos os livros que existiam sobre isto – não apenas de novelas mas de dramaturgia no geral – e comecei a estudar mais a fundo, tendo também feito vários cursos. E quando me mudei para o Brasil, e aqui eu já tinha posto na cabeça que sim, que queria escrever, foi uma fase muito boa.

Foi mais fácil furar o mercado?
O Brasil tinha acabado de aprovar uma lei que obrigava todos os canais a terem uma determinada quota de produção nacional. E foi sempre um país que soube fazer novelas, mais do que séries. E, nessa altura, houve muito bons showrunners e outros profissionais desta área que foram para lá, o que foi muito bom, porque aproveitei para estudar e aprender com eles. Tive até um professor de novela que era o antigo diretor de qualidade das novelas da Globo, e ganhei muita experiência. 

E até a oportunidade certa surgir não ficou desmotivada?
Estava a gostar do que estava a fazer, e de estudar. E quando surgisse a oportunidade certa, cá estava eu. Entretanto acabaram por ligar, mais tarde, da TVI, da Plural. E acabei por conhecer muitas pessoas novas, quando entra o José Eduardo Moniz, que não conhecia naquela época. Quando ele entra, o nosso projeto estava quase aprovado... até que pára [risos]. Quando existem estas mudanças na direção pára sempre tudo, é normal. O projeto teria de passar por ele e eu pensei: ‘Pronto, está tudo estragado, entrou uma pessoa nova e o projeto irá parar’. E foi o que aconteceu. 
O que fez depois? Eu tinha um grande amigo da RTP, que fiz quando trabalhei nessa estação, que era o João Pacheco Miranda, e que, nesta altura, era correspondente da RTP no Rio de Janeiro. Como eu sabia que eles eram amigos, liguei-lhe e disse-lhe que ele tinha de me ajudar a conhecer o José Eduardo Moniz, porque tinha percebido que ia parar tudo e precisava que ele me conhecesse para lhe explicar as minhas ideias. E foi mesmo isso que acabou por acontecer! [risos].

E como correu o encontro?
Conhecemo-nos e ele explicou-me que o meu projeto não era adequado na altura. Disse-me que gostava, partilhou comigo o que achava que não funcionava tão bem e que, se fosse numa outra altura, em que as novelas estivessem mais em alta, talvez até desse. Eu ouvi, percebi e perguntei: ‘Então quer o quê?’ [risos]. Estava ali, naquele momento, com ele. Tinha de aproveitar porque não sabia quando o voltaria a encontrar. 

O que disse?
Eles estavam a começar um projeto novo que incluía Angola e Brasil. E eu quis dedicar-me ao projeto do Brasil. Então continuámos a falar. Ia-lhe mandando o meu trabalho e foi assim que nasceu o Ouro Verde: o meu primeiro trabalho. Foram meses e meses de trabalho e de conversa. Assim, no momento em que decidi escrever novelas e realmente começar a escrever, foram quatro anos. O tempo que eu estive no Brasil. E acabei por regressar precisamente porque queria começar a escrever. Foi assim que cheguei às novelas: meio por acaso e porque se não tivesse sido desafiada a fazer, se calhar nunca teria feito. Até porque quando era editora sempre achei muito chato o trabalho dos escritores, de terem de escrever. Aliás, acho muito chata a ideia de ter de me sentar e escrever. Acho cansativo, mas faz parte. Tinha sempre pena dos autores quando entregavam os livros! Era sempre muito flexível com os prazos [risos]. 

Como funciona o seu processo criativo?
Uma coisa é a conexão das ideias. E as ideias surgem do nada: às vezes do que observamos, do que lemos, do que ouvimos. A ideia base da nova história que estou a escrever é sobre uma história real – que me contaram – e fiquei tão impressionada com ela que quando tinha de criar alguma coisa nova, lembrei-me daquela partilha. É claro que é só uma base e modifiquei algumas coisas. A literatura, por exemplo, é sempre uma boa fonte de inspiração. Eu leio sempre muito, e quando estou a escrever gosto especialmente. Os livros ajudam-me sempre a trazer ideias frescas, a sair do meu universo e a entrar noutros. Até as notícias de um jornal podem ser uma inspiração.

Acontece-lhe muito saber a ideia mas não conseguir chegar a ela?
Quando se trata de novela, é um trabalho muito massivo em termos de quantidade, o que não dá muito tempo para ter crises autorais. Neste caso, as ideias surgem porque nos sentamos e escrevemos. E a ideia tem de aparecer porque nós temos de entregar o episódio. Não há aquela ideia romanceada do escritor que se senta em frente ao mar para escrever. Num trabalho de novela não há espaço para isso. É um trabalho menos charmoso do que se possa imaginar.

Fica-se o dia todo em casa fechado a escrever. Se a ideia não sai já estamos com problemas, porque já estamos com atrasos no calendário. 

E acontece muito?
Todos somos seres humanos e temos problemas pessoais. Mas qualquer coisa que acontece já é um atraso no calendário. 

E a ansiedade vem quando esse atraso no calendário dá sinais de vida.
Exato. A ansiedade vem de estarmos atrasados por alguma razão pessoal e não porque estamos a perder tempo com ideias muito românticas daquilo que na verdade é o nosso trabalho. Pelo menos no meu caso!

Já se sentiu muito consumida pelo trabalho?
Sim. Fico absolutamente consumida e o meu grande desafio é disciplinar-me sobre isso. Estou parada há dois anos. Mas em quatro anos fiz três novelas, com mais de 200 episódios, e três minisséries. Estamos a falar em mais de 600 horas de televisão, o que é massivo. E para escrever isto tudo em quatro anos, não tinha propriamente uma vida pessoal. Mas não me estou a queixar porque foi muito interessante em vários níveis e aprendi bastante. Também fiz muitas asneiras! [risos]. Durante esses quatros anos eu nem sequer conseguia ter um namorado. Levava tão a sério o trabalho que não tinha espaço mental para deixar alguém entrar na minha vida. Mas não me arrependo.

E chegou ao burnout?
Não. Mas se continuasse talvez chegasse. Cheguei a ter graves crises de estômago que me fez achar que tinha algum problema de saúde. Mas era o stress e a ansiedade que chegavam a afetar-me fisicamente. Entretanto fui acompanhada e o médico deu-me medicação. Mas caso contrário talvez tivesse chegado ao burnout. Acho a saúde mental muito importante e não tem ainda a sua devida atenção. 

Sempre teve o apoio dos seus pais? Eu queria ter ido para cinema e os meus pais acharam péssimo. Boicotaram bastante essa ideia e eu não tinha força suficiente para seguir em frente com ela, porque naquela altura ainda não era independente. Depois achei que queria ser jornalista, como já falamos há pouco, mas os meus pais também não estavam muito convencidos. Acabei por fazer Direito, com a ideia de que pelo caminho poderia na mesma ingressar no jornalismo, como havia e há muitos casos com este percurso. Assim eles ficavam contentes e eu, depois, se quisesse, podia tentar ir para o jornalismo! [risos]. Mas eles nunca perceberam muito bem o que é que eu fazia, mesmo quando era editora. E até quando comecei a escrever tive sempre muita sorte e nunca estive parada, então comecei a ser mais ‘aceitada’ na família. Durante muito tempo ninguém ligava muito e achavam que eu  não fazia nada de interessante. 

E isso afetou a sua autoestima e confiança no seu trabalho? Não. E como o meu trabalho acaba por chegar a muita gente eles começaram a perceber que haveria ali alguma utilidade. 

Como foi o confinamento? Nessa altura eu estava a escrever uma novela, portanto eu já estava confinada há algum tempo! [risos]. A minha vida não mudou muito e eu até brincava com os meus amigos e dizia-lhes: «Bem-vindos à minha vida. Entendem agora como é o meu trabalho?!». O confinamento, de facto, não me custou.  A não ser pela questão da ansiedade. Aliás, tinha até tido alguns contratempos que me atrasaram o trabalho e o confinamento veio ajudar para que eu conseguisse voltar ao ritmo. Não me posso queixar e não foi um período mau. 

Ouro verde foi a sua primeira novela e foi um sucesso, ganhando vários prémios. Estava à espera?
Eu brincava sempre com a equipa que íamos ganhar um Emmy, mas na verdade não era impossível. Porque haveria de ser? E acabámos mesmo por ganhar. Hoje em dia acho mais difícil chegar à final e ganhar. 

O seu trabalho consegue ser isento de politica ou há sempre mensagens que quer passar? 
Eu acho que as minha novelas estão sempre muito dentro daquilo que é a atualidade. E acho que é muito importante incluirmos isso nos projeto que estamos a fazer. Os canais generalistas hoje em dia são menos vistos do que eram, mas continuam a chegar a muita gente. E as novelas continuam a ser dos programas mais vistos na TV portuguesa. E acho que temos a responsabilidade social de passar alguma coisa com substância. Há quem pense o contrário, que só temos de entreter o público. Mas eu acho que é possível entreter ajudando as pessoas a pensar e em estar em contacto com outras perspetivas. Não usar esta ferramenta é quase irresponsável. Se temos a capacidade de mudar mentalidades, porque não fazê-lo? A ‘Ouro Verde’ até ganhou um prémio pela questão da multiculturalidade. Eu, como autora, entendo que devo fazê-lo, mas também respeito quem não o faça. É pessoal.

O que é uma boa novela? Uma com muitas audiências?
 relativo. Há boas novelas que correspondem em termos de audiência e há más novelas que também conseguem boas audiências. Saindo do mundo das novelas, mas que dá para entender na mesma, a série ‘La Casa de Papel’ foi um grande sucesso quando foi para o streaming. Mas começou na antena 3 e foi um desastre nas audiências. Era uma série má? Não. Há muitas condicionantes que não tinham nada que ver diretamente com a série em si.

E o mesmo acontece com as novelas. Claro. Já tive novelas que foram boas em termos de audiências e novelas que não foram tão boas. A minha última  [Amar Demais] não estava má, mas também não estava a bombar, por exemplo.

Mas foi uma novela lançada por quatro direções diferentes, não era filha de ninguém e foi lançada assim meio perdida.

Basta a produção não ser a mais indicada num certo momento que já afeta a performance da novela. E há que estar preparado para as duas coisas. Quando não correm tão bem, fica-se um pouco frustrado, mas faz parte do trabalho e é seguir em frente. 

Já viveu em vários lugares no mundo. Sempre quis ir lá para fora?
Eu só comprei há pouco tempo a minha primeira casa, para ter um lugar de confiança e de segurança para onde voltar. Mas nunca o quis fazer porque facilmente viveria em diferentes lugares, até mesmo em função dos meus desafios profissionais. A profissão que eu tenho também me permite trabalhar em qualquer lugar. Explorei o Brasil, por exemplo, e queria muito voltar. Mas agora não está no seu melhor momento para se viver, está mais perigoso. Agora estou no Mónaco. É um sitio que eu considero ótimo para quem escreve ficção, uma vez que tem muitas aves raras! E é divertido. Talvez daqui a um tempo me canse, mas enquanto achar divertido... é um sitio radicalmente diferente, acrescenta-me muito. Sempre quis que as minha histórias fossem contados em diferentes lugares do mundo. Claro que gosto de estar cá [em Portugal], mas enquanto não me fartar, por lá andarei. Mas ‘casa’, para mim, é aqui, em Portugal. 

Teve, ou tem, o grande sonho de Hollywood?
Comecei a escrever com 39 anos e o streaming já era uma presença forte na nossa vida. Sendo Hollywood fantástico, e se eu tivesse oportunidade, claro que gostaria. Mas o streaming veio mudar tanto o panorama e a possibilidade de as histórias serem mais facilmente universais, que hoje em dia nenhum autor tem que ir para Hollywood para que consiga ter um projeto grande e universal. 

O que tem a dizer às pessoas que dizem que as novelas são todas iguais? Têm razão?
Uma parte é verdade. A novela tem códigos específicos que passa pelo melodrama, por exemplo, e que precisam de ser respeitados: os dramas familiares, os amores impossíveis, etc.. São clichés, sim, mas funcionam. E o público espera encontrar isto numa novela. Quando se foge disso, o público rejeita a história. Tem isso em conta, depois pode-se carregar mais ou menos nesses códigos. Quando se tenta fugir muito a estas regras, normalmente as novelas vêm acompanhas de maus diálogos, contradições e por aí fora. E acho que é mais por isso que, às vezes, as novelas acabam por não ir tão bem. Parece que há alguma preguiça no modo como se fazem as histórias. Olham para este trabalho como uma coisa menor, só pelo dinheiro, e fazem-no a despachar. Assim como há pessoas que tentam fazer o melhor possível dentro das limitações que temos e do tempo que temos. Também faço asneiras, mas tento sempre fazer o melhor possível. 

Acha que o seu trabalho e quem cria as histórias das novelas não é devidamente elogiado?
Todos criticam as novelas, mas depois ganham dinheiro à conta delas. Fazem produtos inspirados nelas ou a gozar. Ou seja, a novela é um produto tão pop que até os pseudointelectuais trabalham com ela, mesmo que seja para gozar. A novela continua a ser um produto rentável em Portugal e isso não deixa de ser interessante. Detestam tanto o género que não conseguem fugir ao género. E conseguem fazer coisas giras e divertidas, mas seria mais interessante se fossem mais construtivos na abordagem. E depois há outra questão: as novelas em Portugal têm sempre por volta de 200 episódios – ou mais –, é muito. Claro que chega um ponto em que os autores já não sabem o que inventar mais.

E o que tem a dizer aos críticos? O curioso é que a maior parte das pessoas que criticam as novelas passam por elas e dependem delas. Se não houver novelas em Portugal, muitos atores ficam sem trabalho, e não só: todos os trabalhadores que estão atrás da câmaras. Muitos deles não vivem do cinema. Seria uma tragédia para o audiovisual se as telenovelas acabassem em Portugal.

As novelas vão desaparecer? O streaming é uma ameaça séria aos canais generalistas no mundo todo, estamos todos a tentar perceber como sobreviver. O Brasil, por exemplo, pode ficar com menos audiência, mas ainda tem muitos milhões de pessoas a assistir. Em Portugal, quando ficamos com menos alguns milhões, ficamos sem ninguém. Temos que agradecer aos canais que ainda investem na ficção e sabem que o público gosta disso, quando se calhar podiam estar a investir em outras coisas. No fundo acho que devia haver mais respeito pelos profissionais do mercado. Se as novelas acabarem em Portugal, muitos ficarão desempregados. 

Já teve de mudar a narrativa por ter atores que não se sentiam confortáveis na personagem? Tive uma novela que ficou muito atrasada porque havia um ator que só gostava de ser protagonista e não gostou do facto de a sua personagem ser mais secundária. Resolveu dizer que estava cansado, quando na verdade deixou de aparecer nas gravações. Ninguém o conseguia contactar e havia outros atores a trabalhar mais em função deste problema. Assim, tivemos de criar uma narrativa na novela para o ator sair. Foi dizer à imprensa que estava cansado, quando na verdade eram problemas pessoais dele, com uma sede de protagonismo e um ego que não o permitiram continuar. Os atores estavam cansados porque estavam a estudar o dobro e nós perdemos um mês a refazer cenas. Às vezes é complicado porque os egos de alguns atores são difíceis. Esta vez foi a pior. 

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