Politica

5 de Outubro. 112 anos de República

Celebrou-se, ontem, o 112.º aniversário da Implantação da República Portuguesa. O Parlamento abriu as portas à população e o dia foi de discursos e intervenções. Em Lisboa, nos Paços do Concelho, o PR defendeu uma democracia que seja resposta  “às exigências de mais e melhor” e que é  “por natureza o domínio da alternativa”.

Rui Costa
Rui Costa
Rui Costa
Rui Costa

As celebrações do 112.º aniversário da Implantação da República serviu de mote para as intervenções de Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República, mas também de António Costa, primeiro-ministro, e de Carlos Moedas, presidente da Câmara Municipal de Lisboa. Este último aproveitou o púlpito para ‘atirar farpas’ ao Executivo de António Costa.

Na sua intervenção, o autarca defendeu ser necessária “audácia” para combater o “jugo fiscal” e para que o país “não se veja fatalmente destinado a cair para a cauda da Europa”. “Não nos podemos resignar perante alguma estagnação económica. Deveremos querer mais do que apenas convergir com a Europa. Não podemos ser assim, porque nunca fomos assim”, disse Moedas.

António Costa não deixou o autarca sem resposta, desvalorizou a análise e relembrando Moedas que é “presidente da Câmara de Lisboa e que, por isso, fala para os lisboetas e para os desafios que se colocam aos lisboetas”, cabendo ao Governo que “encontrar soluções”. A título de exemplo, Costa relembrou o pacote de apoios contra a inflação promovido pelo Executivo. “Cada órgão de soberania deve falar e agir conforme as suas competências”, vaticinou o primeiro-ministro, em ‘golpe’ às críticas de Carlos Moedas, esclarecendo, de seguida, o papel do Governo: “Nós não falamos. Nós agimos, fazemos e resolvemos”, algo que “não compete a mais ninguém, que é encontrar soluções para resolver os problemas”.