Politica

PSD quer audição urgente de João Leão no Parlamento

O partido quer que o ex-ministro esclareça quem é o responsável pelo atraso das obras no aeroporto de Lisboa.


O PSD pediu esta terça-feira a audição urgente do ex-ministro das Finanças João Leão na Assembleia da República para esclarecer “de quem é a responsabilidade” pelos atrasos na realização de obras no aeroporto da Portela.

No requerimento, dirigido ao presidente da comissão parlamentar de Economia, Inovação, Obras Públicas e Habitação, o PSD salienta que quando o setor do turismo “vem sistematicamente pedindo o aumento da capacidade aeroportuária da capital, é de supor que o Governo faça tudo ao seu alcance para satisfazer essa pretensão”.

“É do conhecimento público que, a par com a escolha da localização do novo aeroporto de Lisboa, o Governo socialista de António Costa assumiu responsabilidades conjuntamente com a ANA-Aeroportos de Portugal para o reforço da capacidade do aeroporto de Lisboa, como forma de ganhar tempo e não desperdiçar receitas dos turistas chegados por via aérea”, lê-se no mesmo texto.

Os deputados sociais-democratas referem ainda as declarações do Presidente do Conselho de Administração da ANA - Aeroportos de Portugal “que acusa o ex-ministro das Finanças João Leão de ter rejeitado seis pedidos para avançar com obras de melhoria no aeroporto de Lisboa apesar do empenho do ministro Pedro Nuno Santos”.

O partido liderado por Luís Montenegro sublinha que “qualquer obra de infraestruturas precisa da aprovação da Unidade Técnica de Acompanhamento de Projetos (UTAP)”, que está sob a tutela do Ministério das Finanças, e que, durante o mandato de João Leão, este “disse que não” às “seis cartas de pedidos” para avançar com as obras de melhoria na Portela”.

“É inacreditável que um governo possa ter no seu seio governantes que não se entendam relativamente aos projetos mais estruturantes para o país, desperdiçando potenciais receitas naturais que depois procura compensar pela manutenção de uma carga fiscal inaudita, ambos sob a orientação de um primeiro-ministro que parece não ter o dom da decisão”, lamentam os deputados.

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