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Champions. Porto categórico na Alemanha, Sporting perde em Alvalade

O Porto foi à Alemanha vencer de forma convincente o Bayer Leverkusen, coisa que o Sporting não conseguiu fazer em casa frente ao Marselha.

Champions. Porto categórico na Alemanha, Sporting perde em Alvalade

Por João Sena

O Porto resistiu à ameaça alemã e obteve uma bela vitória em Leverkusen por 3-0. Este triunfo na Alemanha deixa a equipa de Sérgio Conceição com grandes hipóteses de seguir em frente para os oitavos de final da Liga dos Campeões.

Há uma semana, os azuis e brancos venceram no Dragão (2-0) e, agora, repetiram a dose no Bay Arena, mas com uma vantagem ainda mais dilatada. A entrada de Xabi Alonso, reconhecido adepto da escola de Pep Guardiola, para o comando do Bayer Leverkusen não trouxe para já grandes melhorias.

Esperava-se um jogo muito competitivo entre duas equipas que precisavam de ganhar. O treinador portista tinha avisado que a margem de erro era nula, e a equipa levou a mensagem muito a sério. 

Começar a ganhar O jogo começou bem para o Porto, que marcou aos seis minutos numa belo movimento de Galeno dentro da área, numa jogada que começou com um passe longo do guarda-redes Diogo Costa – é na defesa que se começa a ganhar jogos. Poucos minutos depois, o jogo poderia ter-se complicado para a equipa portuguesa, mas Diogo Costa voltou a defender uma grande penalidade, foi a segunda vez que defendeu um penalti na Champions League, manteve o Porto em vantagem e silenciou o estádio. Façam-lhe uma estátua. 

O Bayer reagiu e ganhou algum ascendente, mas o Porto dava mostras de grande frieza e sabedoria para contrariar a pressão alemã. Pode dizer-se que o jogo começou com o Porto por cima e chegou ao intervalo com o Bayer em evidência.

Ao contrário de outros jogos, o Porto manteve uma boa dinâmica ao longo dos 90 minutos. Conseguiu controlar a pouca pressão dos alemães, esteve sempre muito concentrado e a ligação entre setores foi perfeita. Isso explica o que se passou na segunda parte, em que a equipa de Sérgio Conceição matou o jogo com dois penaltis marcados por Mehdi Taremi, aos 53 e 64 minutos, que foi uma vez mais decisivo para o triunfo.

No final, o iraniano afirmou que o Porto “aproveitou as oportunidades criadas. Estivemos melhor na segunda parte e cumprimos aquilo que o treinador tinha pedido”. Galeno foi considerado pela UEFA o melhor em campo em Leverkusen, já que marcou um golo e sacou dois penaltis. “Estou muito feliz por ter ajudado a minha equipa”, disse no final.

Com este resultado a equipa azul e branca manteve o segundo lugar no grupo B e vai decidir com o Atlético de Madrid e Bayer Leverkusen quem continua na Champions e quem cai para a Liga Europa. Bem melhor está o surpreendente Brugge já apurado para a fase seguinte da prova. 
 
Noite negra Uma semana depois do desastre no Stade Vélodrome, a história repetiu-se com a vitória concludente do Marselha por 2-0 sobre um irreconhecível Sporting. Quem quer jogar a Champions não pode ter exibições destas. Os seus fervorosos adeptos tinham razão para estar desiludidos. Para o Marselha este jogo era uma final e por isso os franceses não facilitaram. Já o Sporting foi de erro em erro até ao descalabro final, sem que Ruben Amorim conseguisse inverter a situação. 

Na primeira meia hora, a equipa leonina nunca conseguiu ter bola, e a defesa deu brindes impensáveis de acontecer numa competição deste nível. O Marselha teve mais posse de bola nos primeiros 15 minutos, e a situação piorou com mais um erro infantil de Ricardo Esgaio, que provocou uma grande penalidade e foi expulso por acumulação de cartões amarelos.

Guendouzi abriu o marcador aos 19 minutos. Uma semana depois dos erros de Adán, foi agora a vez de Esgaio oferecer um golo ao Marselha. Ruben Amorim mexeu na equipa, mas o futebol não melhorou e aos 30 minutos o Marselha voltou a marcar por Alexis Sanchez, com a defesa do Sporting a dormir.

O Marselha esteve sempre muito confortável com bola e, com mais um jogador em campo, limitou-se a controlar o jogo. A forma macia como o Sporting estava a defender, a pouca produtividade do meio-campo e a inoperância do ataque (o primeiro remate com perigo aconteceu aos 37 minutos) deixaram a equipa leonina encostada às cordas. O técnico leonino tinha pedido concentração máxima e muita luta para ter a bola, mas a lição caiu em saco roto.

Na segunda parte o jogo piorou de qualidade e o Sporting pareceu perdido em campo e as substituições não surtiram qualquer efeito, algumas de difícil entendimento. Com a segunda derrota consecutiva, a equipa leonina caiu para a terceira posição no gupo D com os mesmos pontos do adversário desta noite. Nada está perdido, mas a passagem do Sporting pela Champions já teve melhores dias.

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