Sociedade

Luís Miguel alcança meta de 150 mil euros para pagar cuidados de saúde que recebeu nos EUA

Pouco mais de um mês desde o início da campanha de angariação de fundos, o português que sofreu um aneurisma nos EUA, quando se encontrava de férias, já angariou o dinheiro necessário para saldar a dívida nos EUA.

Luís Miguel alcança meta de 150 mil euros para pagar cuidados de saúde que recebeu nos EUA

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Menos de dois meses depois de ter sofrido um aneurisma, quando se encontrava de férias nos EUA com a família, Luís Miguel Cardoso alcançou o valor de 150 mil euros. Isto é, aquele que é necessário para saldar a dívida que tem para com o hospital norte-americano que o salvou. Assim, com aproximadamente 120 mil euros obtidos por meio de uma campanha de angariação de fundos e 30 mil correspondentes à ajuda da companhia de seguros, o português de 52 anos pode - finalmente - respirar de alívio após semanas de sofrimento e preocupação.

"Agradecemos a atenção de todos aqueles que foram sensíveis e nos ajudaram a angariar o fundos necessários para o pagamento da fatura do Hospital. Não estávamos à espera desta reação e desta onda tão solidária", diz, em declarações ao Nascer do SOL.

"As pessoas que tivemos oportunidade de conhecer ao longo deste processo foram incríveis, e deixaram-nos completamente sensibilizados, dando uma perspectiva mais humana de toda uma sociedade", confessa Luís Miguel. Desde que o Nascer do SOL e o i deram a conhecer o caso - juntamente com a ativista Francisca de Magalhães Barros - do Professor de Educação Física, no passado mês de setembro, este chegou a casa de todos os portugueses e, via MB WAY, transferência bancária e plataforma GoFundMe, assim como através de iniciativas promovidas por associações e negócios de Santo Tirso e outras cidades, conseguiu o montante que queria pagar o mais rapidamente possível ao Weill Cornell Medical Center.

Luís Miguel começou a sentir fortes dores de cabeça quando iniciou a viagem com a família por países da América Latina, foi diagnosticado com enxaquecas e, quando chegou aos EUA, entendeu que as dores que sentia poderiam ser compatíveis com um diagnóstico ainda mais difícil. Entre os dias 29 de agosto e 6 de setembro, o professor esteve na Unidade de Cuidados Intensivos do hospital anteriormente referido e, quando teve alta, começou a recuperar lentamente e a equipa médica deu-lhe autorização para regressar a Portugal. 

"Esta semana atingimos o impensável. O que apenas há um mês simplesmente parecia algo impossível, de repente, tornou-se uma realidade. A sensação é a de um sonho. Sem sabermos bem como, foi algo que foi crescendo em forma de onda, tornando-se num tsunami de carinho, solidariedade, amizade e muito amor", começou por escrever, no final da tarde de sábado, Luís Miguel na sua conta oficial do Facebook.

"Ao longo deste mês vivemos momentos que transformaram as nossas vidas para sempre. Jamais ficaremos iguais. As palavras trocadas, as mensagens recebidas, o apoio e a força que nos enviaram foram essenciais para conseguirmos ultrapassar tudo isto. Foram muitos amigos, foram inúmeros conhecidos, foram imensas pessoas que não nos conheciam", indicou o docente que, quando foi levado pelos paramédicos, em primeira instância, para o Hospital New York Presbyterian, achou que, efetivamente, estaria a ter enxaquecas fortes.

Foi isso que estes profissionais de saúde também lhe disseram. Contudo, teve de ser transferido rapidamente para o Weill Cornell Medical Center e ser submetido a uma intervenção cirúrgica. Posteriormente, teve uma hemorragia e foi operado novamente.

Todos estes procedimentos levaram a que Luís Miguel ficasse sem a estrutura óssea da parte esquerda do crânio e, por isso, este processo ainda não está terminado e contará com o auxílio do Serviço Nacional de Saúde e de um neurocirurgião que prometeu ajudá-lo, mas pediu que o anonimato fosse preservado, sendo que tal se encontra presente nas linhas que redigiu: "Tivemos também pessoas, das quais não podemos falar porque pediram anonimato. Pessoas que mereciam muito que gritássemos o seu nome. É algo injusto não o podermos fazer. Pessoas comprometidas com a vida. Desprendidas do acessório".

"[As pessoas] Apresentavam-se e diziam que tinham tomado conhecimento do que se tinha passado connosco e que estavam aqui para ajudar no que fosse preciso. Organizaram iniciativas de vários géneros. Mobilizaram atividades completamente diferentes umas das outras. Não sei o dizer... queria apenas passar o testemunho de que tudo isto foi real. Aconteceu mesmo. Não se tratou apenas de algo que não saiu do papel. É muito mais do que isso. É algo real que nasceu espontaneamente", realçou Luís Miguel no texto emotivo que publicou no Facebook, rematando: "Com o contributo de todos, foi possível alcançarmos agora a incrível quantia de 120 278.85€, o que juntando aos 30 000.00€ já assumido pela Seguradora perfaz a quantia de 150 278.85€ valor que já cumpre a previsão apontado pelo Hospital. Por esse motivo vamos agora encerrar esta campanha a qual jamais teremos palavras para agradecer".

"Fico muito feliz que a divulgação do caso do Luís ao Nascer do SOL e ao i tenha tomado e ajudado a tomar proporções tão grandes e solidárias. Não me canso de dizer que juntos fazemos a diferença! Agora é esperar para que o Luís retome a sua saúde e vida!", salienta, em declarações ao Nascer do SOL, a ativista dos direitos humanos Francisca de Magalhães Barros, adiantando que a irmã do atual membro da Associação de Voleibol do Porto lhe agradeceu todos os passos dados no sentido do auxílio prestado ao irmão. 

Se quiser saber mais sobre a história de Luís Miguel, pode visitar a conta de Instagram @help_luismiguel e/ou clicar aqui e aceder à campanha no GoFundMe, que já se encontra encerrada desde ontem.

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