Opiniao

As mulheres: Passado, presente e futuro

Penso que é uma legítima esperança depositar nas mulheres a resolução pacífica de situações de conflito internacional, enquanto é necessário mobilizá-las para as várias frentes que ameaçam a humanidade, tais como aquilo que é o Aquecimento Global, a Inteligência Artificial, as migrações causadas pelos conflitos e a fome.


por André Jordan
Empresário

As pessoas que acompanham os meus textos publicados por vários meios de comunicação conhecem que uma das minhas causas é a preocupação em ressaltar a necessidade da paridade entre mulheres e homens em todos os aspetos da vida ativa.

Quando eu era jovem no Rio de Janeiro nos anos 40 e 50, as mulheres daquele tempo e quase todas as minhas amigas, as que tinham possibilidade de apoio financeiro e social das suas famílias, não iam para as universidades nem trabalhavam, também raramente praticavam desportos. Estavam ausentes nas profissões, na política, sendo que na administração pública começavam a assumir uma carreira por via de nomeação para empregos públicos conseguidos por cunhas. Nas artes, havia mulheres cantoras de música popular e atrizes de teatro, cinema e ballet. Apareciam algumas mulheres escritoras e poetas.

Os países latinos eram todos muito parecidos, sendo que nos países anglo-saxónicos já havia alguma evolução nesse aspeto. Na Ásia ainda era pior, sendo que nos países africanos e aqueles de religião muçulmana excluíam o acesso das mulheres a qualquer atividade a não ser as domésticas.

Nos anos 60 começou a crescente presença das meninas nas universidades e nas profissões. No mundo das empresas ainda raramente ultrapassavam o nível de secretárias. Para não alongar demais, verifica-se hoje as mulheres em todos os setores de atividade, sendo que em algumas profissões há muitas vezes a preponderância feminina, tais como na Justiça.

Como o objetivo deste texto é da constatação de uma realidade que é muito evidente na política, na administração pública, na literatura, em todas as formas de mídia e nas artes. No que se refere às empresas de atividade económica em muitos setores esta constatação também é verdadeira, apesar de ter de admitir que nas áreas que desenvolvo a minha atividade profissional, o imobiliário e o turismo, ainda não atingiram a paridade indispensável.

O meu entusiasmo por esse tema vem da constatação do que se verifica na minha família. Efetivamente, a minha filha, as minhas irmãs, as minhas netas, e as minhas sobrinhas têm atividades relevantes.

Incluo a informação sobre as suas carreiras e atividades que vem acompanhar este texto e que podem ser visionadas digitalmente.

Dito isto, olho para o futuro de grandes alterações sociais que resultaram do efeito do continuado crescimento da presença feminina em todos os setores. Dou como exemplo alguns nomes como a Presidente do Fundo Monetário Internacional – Christine Lagarde, a Presidente da Comissão Europeia – Ursula von der Leyen e as primeiras-ministras da Itália, da Noruega, da Finlândia, da Nova Zelândia e a Presidente da Câmara de Representantes dos Estados Unidos – Nancy Pelosi, que aos 80 anos enfrentou a prepotência de Donald Trump na tentativa de reverter ilegalmente os resultados das eleições dos Estados Unidos.

Penso que é uma legítima esperança depositar nas mulheres a resolução pacífica de situações de conflito internacional, enquanto é necessário mobilizá-las para as várias frentes que ameaçam a humanidade, tais como aquilo que é o Aquecimento Global, a Inteligência Artificial, as migrações causadas pelos conflitos e a fome.

Enfim, precisamos delas porque ao que parece sem elas não somos capazes de chegar a bom porto.

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