Crítica musical

Bruce Springsteen - Darkness on the Edge of Town 1978

Bruce Springsteen - Darkness on the Edge of Town 1978

Bruce Springsteen – vocais, guitarra, harmónica
Steven Van Zandt – guitarra rítmica, vocais de apoio
Roy Bittan – piano, vocais de aopoio
Clarence Clemons – saxofone, vocais de apoio
Danny Federici – orgão Hammond
Garry Tallent – guitarra baixo
Max Weinberg – bateria
Jon Landau – Produtor

por Telmo Marques

Após um longo diferendo legal que opôs Springsteen  ao seu ex-manager\produtor Mike Appel, Darkness on the Edge of Town surge após o 1º álbum verdadeiramente bem sucedido do Boss, Born To Run, em 1975.
Três longos e fastidiosos anos, que poderiam ter levado a que a estrelinha que acompanhou Springsteen em Born To Run, se eclipsasse de vez, pois sendo praticamente um estreante (os seus dois primeiros álbuns pouca ou nenhuma repercussão tiveram a nível de vendas) , três anos sem lançar nada de novo, poderia e de que maneira, colocar um fim naquela que foi a sua meteórica carreira.

Contudo, em 1978, somos presenteados com esta obra de arte, de todos, o meu álbum preferido do Boss.

Badlands abre o álbum, e que é, de todo vasto reportório de Springsteen, o meu tema preferido.
" Talk about a dream, try to make it real
You wake up in the night with a fear so real
You spend your life waiting for a moment that just don't come
Well, don't waste your time waiting

A banda a funcionar como nunca, com uma energia inesgotável, e com uma  ruindade musical, especialmente a nível vocal, soberba. Uma tema que, quase 45 anos depois, faz ainda parte dos alinhamentos ao vivo dos concertos do Boss.
Todas as letras são compostas aqui através do ponto de vista "blue collar", ou seja classe trabalhadora, que Springsteen tão bem personifica, e continua por todo o álbum, especialmente em temas como Adam Raised a Cain e The Promised Land.

Temos depois Racing in the Street, outra das músicas mais emblemáticas de Springsteen, aqui acompanhado pelo maravilhoso trabalho ao piano pelo professor Roy Bittan ,e que, igualmente como Badlands, se mantém como uma das músicas mais tocadas ao vivo pelo artista.

Prove it All Night e o tema que dá nome ao LP são absolutos "standards" Springsteenianos, mantendo-se igualmente, e até ao dias de hoje, como "staples" dos concertos e tours por todo o mundo.

Não sendo nem de perto nem de longe, o álbum mais conhecido de Springsteen, foi este mesmíssimo álbum que me levou a percorrer caminhos nunca antes percorridos, bem antes dos Born in the USA e seus sucessores, e que me levou igualmente a tentar conhecer, reconhecer e decifrar alguns dos temas aqui expostos, para uma visão mais translúcida do álbum no seu todo.

Gostando pouco de atribuir estrelas a álbuns, pois é algo de absolutamente subjectivo, deixo apenas o convite ao leitor para tentar explorar ao máximo este majestoso trabalho, e se chegarem à mesma conclusão a que eu cheguei, desde já endereço-lhes os meus sinceros parabéns.

Até para a próxima semana

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