Internacional

Fotogaleria da manifestação à porta da embaixada do Irão em Lisboa

Ativistas mobilizam-se às 15h, esta sexta-feira, contra a primeira execução pública de um manifestante iraniano, Mohsen Shekari, de 23 anos. Às 19h haverá uma vigília na Praça do Município.

Bruno Gonçalves
Bruno Gonçalves
Bruno Gonçalves
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Bruno Gonçalves
Bruno Gonçalves

Ativistas iranianas prometem mostrar a sua indignação perante a embaixada do "regime sedento de sangue" do Irão, esta sexta-feira, às 15h em Belém, seguindo-se uma vigília na Praça do Município, onde fica a Câmara Municipal de Lisboa. Uma das ativistas que dirige as mobilizações,Tina Sabounati, esteve em contacto direto com o Governo, revelou ao Nascer do SOL, para pedir um sinal público do apoio de António Costa às manifestações pelos direitos das mulheres no Irão. Até ao momento, não obteve qualquer resposta. 

A convocatória, circulou no Instagram, Whatsapp e Telegram. O regime já admitiu a morte de pelos menos trezentas pessoas nos protestos, mas estima-se que o número real seja muito superior. O mais recente motivo de indignação foi o enforcamento de Mohsen Shekari, de 23 anos, condenado à morte por bloquear uma rua e ferir agentes da polícia iraniana. A sua família nem sequer foi informada da execução, avançou o Guardian, estando convicta de que Shekari foi torturado sob custódia e que não fizera mais do que proteger outros manifestantes.

A Iran Human Rights, uma organização não-governamental iraniana, condenou a execução e avisou que a morte de “Mohsen Shekari deve motivar fortes reações, caso contrário, enfrentaremos execuções diárias de manifestantes”.