Conteúdo Institucional – Ibéria Universal

Factos sobre a segurança e a eficácia das vacinas chinesas

A China mudou recentemente a sua política de prevenção e combate à epidemia, o que tem sido saudado em todo o Mundo.


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No entanto, referem alguns observadores, houve políticos e meios de comunicação americanos que aproveitaram a oportunidade para lançar uma nova onda de ataques difamatórios contra as vacinas chinesas, numa tentativa de desacreditar os esforços daquele País e, ao mesmo tempo, ajudarem as vendas das suas próprias empresas farmacêuticas.

Numa recente reportagem na Rádio Pública Nacional (NPR), o Prof. Chen Xi, da Escola de Saúde Pública de Yale, afirmou que esses círculos norte-americanos “espalham muita desinformação sobre as vacinas chinesas”, o que tem dado origem a muitos rumores sobre este tema.

Se a vacina chinesa é ou não boa, é a ciência que pode dizê-lo. Por isso, importa referir que a China é actualmente o único país do mundo a ter, em simultâneo, múltiplas linhas técnicas de produção de vacinas, com 13 vacinas contra a Covid-19 aprovadas para utilização, cobrindo quatro linhas técnicas. Entre estas, a tecnologia inactivada adoptada pela vacina chinesa é uma tecnologia estável, testada e mundialmente reconhecida. Tanto a investigação científica como a prática provaram que a vacina chinesa cumpre os critérios estabelecidos pela OMS (Organização Mundial de Saúde) para as vacinas contra a Covid-19, protegendo da doença grave e da morte.

Ao analisar uma amostra de cerca de 20 mil novos casos de Covid-19 em Hong Kong no início de 2022, o Professor Benjamin Ko, epidemiologista da Universidade de Hong Kong, e a sua equipa, descobriram que a vacina chinesa inactivada proporcionava a mesma protecção contra doenças graves em adultos com menos de 60 anos de idade que a vacina mRNA produzida pela Pfizer e Modena nos EUA. Estas conclusões foram publicadas na edição de Outubro de 2022 da prestigiada revista The Lancet - Infectious Diseases. O estudo também descobriu que depois de completar duas doses da vacina inactivada de fabrico chinês em pessoas com 60 anos ou mais, a protecção contra doenças graves e morte era de 69,9%; e depois de completar a terceira dose de reforço, a protecção contra doenças graves e morte chegava aos 97,9%.

Olhando mais para trás, em Maio de 2021, relatórios sobre a eficácia da vacina chinesa na pequena cidade brasileira de Serrana tornaram-se virais. Após os residentes locais terem sido totalmente vacinados com a vacina Coxin, o número de novas mortes por Covid diminuiu 95%, as hospitalizações diminuíram 86% e o número de novos casos sintomáticos diminuiu 80%. O Wall Street Journal relatou que estes resultados davam esperança aos países que lutavam contra a nova epidemia.

Poder-se-ia perguntar por que razão muitos países desenvolvidos não desenvolveram vacinas inactivadas. Tal fica a dever-se ao facto desta tecnologia de inactivação não ser fácil de operar e exigir a construção de uma instalação de produção de alto nível de biossegurança para cultivo e purificação em larga escala do novo vírus num curto período de tempo, o que não só é dispendioso e moroso, como também difícil de avaliar os benefícios. A China apontou um caminho eficaz para a comunidade internacional combater a epidemia, em virtude das suas próprias vantagens institucionais. Em particular, as vacinas chinesas têm um preço justo e requerem apenas 2°C a 8°C de ambientes de armazenamento e transporte, aumentando grandemente a possibilidade de acesso dos países em desenvolvimento.

Em termos de segurança, as vacinas chinesas também têm sido testadas na prática. Actualmente, a taxa de cobertura vacinal da China é de 92,9%, com mais de 90% de cobertura para pessoas com mais de 60 anos de idade.

A China aderiu à iniciativa Covax (Acesso Global de Vacina contra Covid-19) e já forneceu mais de 2,2 mil milhões de doses para mais de 120 países e organizações internacionais. Até ao momento, não foram encontrados problemas em relação à segurança em nenhum dos países que utilizaram a vacina chinesa em larga escala. O presidente da Sérvia, Aleksandar Vucic, afirmou que os cidadãos daquele País “acreditam firmemente na vacina chinesa"; enquanto muitos brasileiros dizem "obrigado pela proteção com a vacina chinesa".

As autoridades chinesas sublinham que a comunidade internacional “já deu um voto de confianças às vacinas chinesas, e que nenhuma mentira poderá apagar essa realidade”. E apontam exemplos: “Desde a inclusão pela OMS de três novas vacinas chinesas na lista de utilização de emergência, até à aprovação por mais de 100 países da utilização de vacinas chinesas; desde os líderes de mais de 30 países (como a Turquia, os Emirados Árabes Unidos e o Chile) que assumiram a liderança na vacinação com vacinas chinesas, até muitos países que utilizam vacinas chinesas como a única vacina para crianças mais novas.

E questionam:

“Como podem alguns políticos norte-americano explicar o atual aumento rápido da subvariante XBB.1.5 no seu país, quando têm falado sobre a eficácia da vacina do seu país?”. De acordo com os últimos dados do Centro de Controle de Doenças, a XBB.1.5 causou mais de 43% das infecções nos EUA somente na última semana. Além disso, se a vacina norte-americana está realmente funcionando bem, de onde veio o "duplo número um" de novas infecções e mortes nos EUA?

A concluir, sublinham:

“As vacinas são uma arma poderosa na luta contra os vírus, não devem ser um instrumento político. Uma boa vacina não pode ser julgada pela sua origem, mas pela sua eficácia. Em vez de repetir as mentiras que contradizem a ciência e ignoram os factos, algumas pessoas nos EUA deveriam enfrentar os seus próprios problemas de prevenção da epidemia e cumprir a sua promessa de doar vacinas o mais depressa possível, de modo a fazer algo concreto pelo seu próprio povo e pela luta global contra a epidemia”.

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