Sociedade

Autoridades preocupadas com indícios de tráfico de menores em voos da Guiné-Bissau para Lisboa

Viajam com menores que dizer ser seus filhos.

Autoridades preocupadas com indícios de tráfico de menores em voos da Guiné-Bissau para Lisboa

O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) detetou várias vezes, nos últimos três anos, indícios de tráfico de menores envolvendo menores em voos da Guiné-Bissau.

A primeira situação ocorreu em setembro de 2020 num voo proveniente de Bissau, quando um cidadão com nacionalidade belga viajava com uma menor que disse ser sua filha, mas o documento de identificação da menor embora verdadeiro não lhe pertencia, escreve a agência Lusa.

Confrontado com a situação, "o suspeito afirmou que levava a criança para a Bélgica para lhe proporcionar melhores condições de vida, tendo-se recusado a facultar a verdadeira identidade da menor".

O homem foi detido e ficou em prisão preventiva e a menor foi encaminhada para um centro de acolhimento.

Em fevereiro de 2022, também num voo de Bissau para Lisboa, o SEF identificou um cidadão guineense que viajou acompanhado de uma cidadã, da mesma nacionalidade, e uma filha desta menor.

"Na fronteira verificou-se que mãe e filha viajaram com documentação alheia, sendo possível verificar as suas identidades através de cópias de certidões de nascimento, bem como através do registo em sistema de um pedido de visto anterior, que lhe havia sido recusado", informou o SEF.

O homem foi detido por indícios da prática do crime de tráfico de pessoas, sendo presente à autoridade judiciária e ficado em prisão preventiva, enquanto mãe e filha solicitaram proteção internacional ao Estado português.

Em setembro de 2022, num outro voo de Bissau, foi identificado um cidadão nacional da Guiné, que viajava acompanhado por três menores, que disse serem duas filhas e uma enteada, com documentos de viagem vieram a revelar-se não lhes pertencerem.

O cidadão foi detido pela prática dos crimes de auxílio à imigração ilegal, tráfico de pessoas e uso de documento de viagem alheio e ficou em prisão preventiva.

As menores foram encaminhadas para um centro de acolhimento e proteção para crianças vítimas de tráfico de seres humanos.

A 24 de fevereiro, foram as autoridades guineenses anunciaram outro caso relacionado com alegado tráfico de menores, tendo sido intercetados no aeroporto em Bissau, dois homens, de origem da Guiné-Conacri, mas com nacionalidade francesa, e que queriam embarcar para França com uma menina que diziam ser filha de um deles.

Apresentaram passaportes franceses, mas a polícia do SEF guineense suspeitou da autenticidade do documento com que a menina tentava embarcar e os dois homens foram "imediatamente detidos para esclarecimentos", tendo o caso sido remetido à Polícia Judiciária do país.

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