Cultura

Jeanne du Barry. Será que Hollywood vai fazer as pazes com Johnny Depp?

O novo filme de Johnny Depp, Jeanne du Barry, está a dividir críticos e fãs, mas, em Cannes, teve uma recepção eufórica, com o ator a receber uma ovação de sete minutos. Será que as portas de Hollywood se vão voltar a abrir para Depp?

Jeanne du Barry. Será que Hollywood vai fazer as pazes com Johnny Depp?

Há quem o ame e o tenha presenteado com uma ovação de sete minutos, há quem o odeie e condene o seu regresso à indústria, a verdade, é que o ator norte-americano, Johhny Depp, está a ser um dos grandes destaques do festival de cinema de Cannes, onde está a apresentar o seu filme mais recente, Jeanne du Barry, e fala-se de possíveis “pazes” com Hollywood.

Depois de ter enfrentado diversas públicas e controversas lutas no tribunal com a sua ex-mulher, onde, apesar de ter vencido o caso onde acusava Amber Heard de o ter difamado, também ficou provado que este a agredia, a reputação de Depp estava nas ruas da amargura, tendo perdido diversos mediáticos pelo caminho, sendo afastado do mais recente filme dos Piratas das Caraíbas ou da saga dos Monstros Fantásticos.

No entanto, a sua participação no novo filme da realizadora francesa, Maïwenn (que também é a protagonista de Jeanne du Barry) provocou reações inesperadas… pela positiva, depois de o ator ter recebido uma ovação de sete minutos após a exibição desta longa-metragem.

“Por alguns segundos, assustou-me”, disse, citado pelo Guardian, o ator aos repórteres depois da ovação. “Foi como estar preso num loop. A energia da reação parecia continuar e continuar”, descreveu.

Apesar do filme parecer dividir a crítica, já se fala sobre o hipotético regresso de Depp a Hollywood, e os jornalistas presentes no festival de cinema francês fizeram questão de perguntar se este sentia que o regresso à indústria cinematográfica era uma possibilidade ou se estava a ser boicotado.

“Se eu me sinto boicotado por Hollywood?”, questionou Depp. “Seria necessário não ter pulso para não me sentir assim. Claro, quando nos pedem para renunciar um filme por causa de [alegações] que são apenas vogais e consoantes a flutuar no ar, isto faz-nos sentir um pouco boicotados. Mas não penso em Hollywood. Não preciso muito de Hollywood, é uma época estranha [lá]. Todos querem ser eles próprios, mas não conseguem, porque sente que tem que seguir uma linha”, explicou.

A presença de Depp suscitou protestos e condenações, esta semana, a jornalista Eve Barlow, amiga pessoal de Amber Heard, postou no instagram uma imagem onde se podia ler "Cannes parece orgulhoso da sua história de apoio a violadores e agressores" e uma infografia que dizia "se apoia Cannes, apoia predadores" e onde era possível ver fotografias do ator, de Woody Allen, de Roman Polanski, de Harvey Weinstein, de Gerard Depardieu e de Luc Besson (ex-marido de Maïwenn, que começou a namorar com esta quando ela tinha 15 e ele 32, acusado de violar esta e outras atrizes).

A realizadora francesa também está envolvida em controvérsia, depois de ter cuspido na cara de um jornalista que divulgou o caso de abuso sexual de Besson e, segundo relatos de meios de comunicação internacionais, esta e Depp terão gritado um com o outro no set do filme. 

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