Sociedade

Sócrates: 20 milhões escondidos

Segundo o SOL apurou, ao longo dos anos em que foi governante, o ex-primeiro-ministro conseguiu obter uma fortuna de cerca de 20 milhões de euros, que colocou num banco na Suíça em nome de um homem de sua inteira confiança. Depois, está ainda indiciado por ter criado, no seu segundo governo, em benefício próprio, um diploma que lhe permitiu branquear essas verbas ilícitas.

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O ‘barriga de aluguer’ das quantias acumuladas por Sócrates é um seu amigo de longa data, o empresário Carlos Santos Silva, administrador do Grupo Lena, que foi também detido e é suspeito de co-autoria e agente directo na fraude fiscal.

Os investigadores suspeitam que o antigo líder socialista terá usado Carlos Santos Silva como pião para traficar influências. José Sócrates tem com ele uma cumplicidade soldada durante a juventude na Covilhã e que lhe garante tal confiança ao ponto de ser este quem tem em seu nome a maior parte dos seus bens – tanto o capital, como o património que o ex-governante terá, por caminhos ínvios, granjeado nos anos em que governou o país.

felicia.cabrita@sol.pt

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