Sociedade

Dia pela Erradicação da Violência contra as Mulheres assinalado por todo o país

O Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres é assinalado hoje, por todo o país, com o Governo a lançar uma nova campanha de sensibilização, este ano dedicada à violência contra as mulheres idosas.

A campanha do Governo tem por mote "Nunca é tarde" e serve para alertar a sociedade civil para as diversas formas de violência de que as pessoas idosas são vítimas, em particular as mulheres, nomeadamente a violência física, psicológica e económica.

Segundo nota à comunicação social, do Governo, com base nos dados do Relatório Anual de Segurança Interna (RASI), oito por cento das participações por violência doméstica eram relativas a pessoas com mais de 65 anos.

A apresentação da campanha realiza-se pelas 16:30, na Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva, em Lisboa, e insere-se nas III Jornadas Nacionais Contra a Violência Doméstica, que decorrem até dia 05 de Dezembro.

No que diz respeito às várias iniciativas para assinalar o dia, o país une-se na condenação a todas e quaisquer formas de violência contras as mulheres.

Em Lisboa, a Associação para o Planeamento da Família assinala a data com a iniciativa "3 Gestos -- Pela erradicação das práticas tradicionais nefastas", promovida pela Rede Europeia 'Create Youth Network' e que decorre simultaneamente nas cidades de Lisboa, Amsterdão e Londres.

A Rede 8 de Março, com o apoio da Galeria de Arte Urbana do Departamento de Património Cultural da Câmara Municipal de Lisboa, vai pintar o mural "Chega de violência machista! Pelo fim das violências contra as mulheres", e a União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR) promove a 4.ª Marcha contra a Violência Doméstica e de Género.

A Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) assinala o dia com uma acção de sensibilização através das plataformas "online", que passa pela partilha de fotos pessoais (as conhecidas 'selfies') através do Instagram, acompanhadas da mensagem "Basta que me batas uma vez".

A APAV aproveita para lembrar que o fenómeno da violência doméstica contra as mulheres afecta vítimas de todas as condições e estratos sociais, condição que abrange igualmente os agressores.

Lusa/SOL