Vida

5 razões para (re)começar a escrever cartas

Com os e-mails, as SMS e os chats perdeu-se o hábito de escrever cartas. Basta fazer um exercício muito simples e verá como isto é verdade: Quando foi a ultima vez que escreveu uma? E no Natal, quantos postais (não electrónicos) recebeu?

As pessoas deixaram de enviar cartas. Quer as formais (para questões relacionadas com a vida profissional ou para resolver problemas burocráticos), quer as informais (pequenas notas românticas ou agradecimentos familiares, por exemplo).

A verdade é que pegar numa caneta e escrever um pequeno bilhete traz muitos benefícios. Um estudo citado pelo Huffington Post mostra que o simples acto de escrever ajuda a melhorar a aprendizagem e a ter uma visão mais optimistas das coisas.

Este mesmo site fez uma lista de nove razões para (re)começar a escrever cartas:

Criam memórias: De acordo com o Huffington Post, existem estudos que revelam uma ligação entre a escrita ‘à mão’ e o desenvolvimento cognitivo, já que este acto aumenta a actividade cerebral (de uma forma bastante mais expressiva do que a escrita num teclado ou num telemóvel). 

Mostram o quanto gosta do outro: Numa altura em que é fácil comunicar com tudo e com todos – basta um simples ‘clique’ no computador ou no telemóvel – arranjar um papel, perder alguns minutos a escrever aquilo que quer transmitir e dirigir-se ao correio mais próximo para enviar a carta, mostra um interesse especial pelo outro.
Faz-nos sentir bem: Para além de sabermos que estamos a deixar um amigo ou um familiar feliz com o postal que enviámos, um estudo citado pelo Huffington Post mostra a ligação a escrita ‘emocional’ e o bom humor, a redução de stress e o aumento de bem-estar. Mais ou menos o mesmo que se sente quando escrevemos um diário ou um blogue.

Despertam a criatividade: Pegar numa caneta e num papel activa processos visuais, motores e cognitivos. Para além disso, obriga a uma concentração diferente da exigida pelos aparelhos tecnológicos. Assim sendo, estamos mais despertos para outras experiências sensoriais e, por consequência, a ser influenciados por uma série de factores que despertam em nós o lado mais criativo.

‘Honram’ a tradição: Historicamente, as cartas começaram a ser escritas na Antiguidade – são referidas na obra Ilíada, de Homero – e foram passando de geração em geração até aos dias de hoje. Contribuíram para a evolução e a protecção da literacia e foram elementos fundamentais em vários momentos históricos. Para além disso, fazem parte de momentos muito importantes da nossa vida e da nossa família – todos escrevemos cartas ao Pai Natal, sabemos que os nossos avós enviavam pequenas notas apaixonadas um ao outro e que os nossos pais usavam ‘bilhetinhos’ para comunicar nas aulas com os amigos. Se não ligamos à História, devemos pelo menos ligar à História da nossa família e manter estas pequenas tradições vivas.

Para ver a lista original, clique aqui.