Sociedade

Cinco mulheres no centro da acusação de Sócrates

Cinco amigas de longa data de José Sócrates estão no centro da investigação da Operação Marquês: umas beneficiaram da fortuna do ex-primeiro-ministro, que lhe pagava avultadas despesas, e outras tiveram um papel-chave no esquema que é suspeito de ter montado para dar uma aparência de legalidade à origem e circulação do dinheiro acumulado em contas bancárias tituladas formalmente pelo amigo Carlos Santos Silva. 

Em todos os casos o Ministério Público (MP) conta com abundantes intercepções telefónicas e até com documentos que se suspeita serem falsificados.

Está nesta situação a ex-mulher de Sócrates, Sofia Fava. Além de pagar o apartamento alugado para um dos filhos de ambos que estuda em Paris, Sócrates também lhe custeia as viagens e a estada na capital francesa, onde passa a maior parte do ano. Mas não só. A primeira situação considerada estranha pela investigação remonta a Dezembro de 2011, quando Fava vendeu um apartamento em Lisboa a uma empresa de Santos Silva, por 400 mil euros, que a revendeu por 250 mil euros.

Mais tarde, Sofia Fava comprou uma herdade no Alentejo (o Monte das Margaridas, em Montemor-o-Novo) através de um empréstimo de 760 mil euros do BES, que teve Santos Silva como fiador. Todos os meses, Sofia Fava pagava 4.700 euros de prestação ao banco. Aqui, foi detectada outra manobra financeira: a ex-mulher de Sócrates tinha um contrato de prestação de serviços com uma empresa de Santos Silva, que lhe valia uma avença de cerca de 5.000 euros mensais, que eram declarados ao Fisco e cobriam  a mensalidade no banco.

Leia na íntegra na edição impressa do SOL, já nas bancas esta sexta-feira.