Opiniao

Dolce & Gabbana, o direito à diferença

O mundo está cada vez mais histérico e as redes sociais ajudam ao devaneio. Numa entrevista que o SOL publicará amanhã a Michio Kaku, um dos mais reputados físicos e futuristas da actualidade, este diz que a nossa vida privada vai ser toda digitalizada e que o futuro será melhor, atendendo aos avanços tecnológicos. Mas diz também que a internet está cheia de pessoas a gritar, que não têm qualquer relevância, mas fazem muito barulho e causam confusão. 

E é isso que sinto em relação a quase todos os temas que estão na ordem do dia. Grita-se muito e, pior do que isso, poucos respeitam as opiniões diferentes. Veja-se o caso do casal de estilistas e ex-casal amoroso Dolce & Gabbana que revelou ser contra a adopção por parte dos casais gays, criticando também a inseminação artificial. Caiu-lhes tudo em cima, revelando, alguns, toda a sua mesquinhez e pequenez. 

Elton John foi o primeiro a apelar ao boicote à compra da roupa da dupla italiana. Verdadeiramente histérico, o cantor não percebeu que se o mundo fosse a preto e branco os heterossexuais boicotariam a sua música, os fumadores, que ele não deixa fumar nos seus concertos, idem, idem aspas, e por aí fora. Que não se concorde com o que pensam Dolce & Gabbana, muito bem. Eu também não concordo. Mas quem não sabe aceitar as ideias dos outros tem uma noção de democracia muito pouco democrática… Haja liberdade para pensarmos e sentirmos diferente.