Internacional

Austrália pede participação da Europa nos ataques contra grupo Estado Islâmico

A Austrália apelou hoje à participação de países europeus nos ataques aéreos contra o grupo autoproclamado Estado Islâmico (EI) na Síria e no Iraque para ajudar a resolver a crise dos migrantes que assola a Europa.

AP  

A ministra dos Negócios Estrangeiros, Julie Bishop, explicou que o grupo 'jihadista' estava na origem da partida de centenas de milhares de migrantes para a Europa, daí a necessidade de alargar a coligação internacional.

"Mais de 40% dos que procuram asilo na Europa são oriundos da Síria e nós devemos apresentar uma frente unida para desmantelar os grupos terroristas que provocaram tantos deslocados", afirmou.

Desde o fim do verão de 2014 uma coligação liderada pelos Estados Unidos leva a cabo ataques nas zonas onde estão instalados 'jihadistas' na Síria e Iraque.

"Cerca de seis dezenas de países apoiam de alguma maneira a coligação dirigida pelos Estados Unidos", acrescentou.

"Mas alguns países podem fazer mais em termos de ataques aéreos. Estes têm-se revelado eficazes para impedir o Estado Islâmico de ganhar terreno e infligir violência tão bárbara".

Numa entrevista publicada pelo The Australian, a ministra foi ainda mais explícita: "Os vizinhos da Síria e do Iraque, o Líbano entre outros, sofrem a maior parte do fardo representado por milhões de pessoas que chegam ao seu território e partem de seguida para a Europa. É por isso que eu penso que os europeus devem envolver-se nos ataques da coligação e nos esforços na Síria e no Iraque".

Apenas alguns países europeus, como a França e Grã-Bretanha, participam nos ataques aéreos contra posições no Iraque. 

Lusa/SOL