Cultura

Imagens reais

O orçamento (150 mil euros) é o mesmo de 2014, mas o diretor Dario Oliveira considera que apenas agora se transformam “em realidade” um “conjunto de promessas” feitas na edição inaugural do Porto/Post/Doc. O festival internacional de documentário - que tem epicentro no Rivoli, em plena Baixa do Porto - apresenta mais filmes (66), passa de seis para dez secções e concentra a programação em menos dias (entre esta terça-feira, 1 de dezembro, até dia 8), dando especial relevo à adolescência. 

Não só vão ser exibidos filmes sobre a temática, como também filmes feitos por adolescentes, isto além de ciclos dedicados a três documentaristas de renome: Lionel Rogosin, Thom Andersen e a recentemente falecida Chantal Akerman.

“Temos uma programação forte e esperamos não ter a chamada crise do segundo álbum. Estamos numa cidade que respira cinema mas quase não tem salas. Porém, encontramos pessoas interessadas e dispostas a vir ao cinema”, diz Dario Oliveira, tendo sublinhado que o festival teve 6.300 espetadores no ano passado. O objetivo é “superar” essa marca, sendo que estão acreditados 250 profissionais que também vêm ver o “novo cinema português”. Na corrida para o Grande Prémio estão duas longas-metragens nacionais (Portugal - Um Dia de Cada Vez, de João Canijo e Anabela Moreira, e A Toca do Lobo, de Catarina Mourão), num total de 12 a concurso. Globalmente, serão apresentados 19 filmes de produção nacional.

Outra secção em destaque é Transmission, que se dedica ao cruzamento entre música e cinema. Serão exibidos em estreia nacional, no cinema Passos Manuel, os documentários Blur: New World Towers (quarta-feira, 22h15) e Keith Richards: Under the Influence (8 de dezembro, 22h15).

Diariamente, o programa inclui ainda festas, concertos e DJ sets. O preço do bilhete por sessão é de quatro euros.