Sociedade

Embaixador português apresenta credenciais em Luanda

Investigação judicial a vice-PR de Angola “não afeta relações”

João Caetano da Silva, o novo embaixador português em Luanda, apresentou ontem as suas cartas credenciais ao presidente angolano, José Eduardo dos Santos. Falando à imprensa após o encontro, o diplomata considerou que a investigação em Portugal a um caso de corrupção envolvendo o vice-presidente angolano, Manuel Vicente, não coloca em causa o relacionamento entre os dois países.

No caso, que ontem levou à prisão preventiva do ex-procurador português Orlando Figueira, está indiciado por corrupção ativa Manuel Vicente. O novo embaixador português, no entanto, considera que uma questão “do foro judicial” não deve afetar as relações entre os dois países.

“De modo nenhum [deve afetar as relações]. E a minha intenção é fortalecer cada vez mais as relações entre os dois países”, afirmou o novo embaixador. Desde o início do mês de dezembro que João Caetano da Silva aguardava por acreditação em Angola.

“Não deixaremos” que dificuldades “interfiram” na “ determinação de promover as relações bilaterais”, um “objetivo dos dois governos”, disse o diplomata, falando no palácio presidencial angolano.

“Pretendo fazer mais e melhor e ser um interlocutor próximo e credível do governo de Angola”, prometeu o embaixador. “A minha linha de atuação é no domínio institucional, eu represento o Presidente e o governo português e, por isso, aquilo que vou promover são as relações institucionais entre os dois países, que estão acima de circunstâncias conjunturais e que continuarão a ser relações muito próximas e de grande amizade”, afirmou ainda.

O encontro com José Eduardo dos Santos durou cerca de 30 minutos.

João Caetano da Silva nasceu em 1956 e é licenciado em Direito pela Universidade de Lisboa. Chega a Angola depois de ter representado o Estado português, como embaixador, na capital do México.