Internacional

Um 'atentando cobarde e odioso'. A caça ao homem está montada

“Perante a ameaça, vamos continuar a responder em conjunto com firmeza, calma e dignidade. Vamos manter a confiança em nós mesmos. Essa confiança é a nossa força”. Foi assim que o rei Filipe da Bélgica terminou a sua curta mensagem à nação transmitida pela televisão. No início da comunicação, Filipe dirigiu-se expressamente às vítimas e familiares dos ataques. “Partilhamos a dor daqueles que perderam um familiar ou que ficaram feridos nos atentados cobardes e odiosos de hoje”, adjetivou.


Montada a caça ao homem

Entretanto, está montada a caça ao homem. As autoridades divulgaram em conjunto com a imprensa belga e a francesa as imagens dos presumíveis autores dos ataques no aeroporto de Zavantem. Em comunicado feito na televisão, a polícia pediu ajuda para identificar o terceiro suspeito das explosões no aeroporto (à direita). Najim Laachraoui (24 anos) e Mohamed Abrini (30), os dois homens da esquerda, já foram identificados e estão a ser investigados. Os homens terão sido os responsáveis pelas explosões no aeroporto, tendo transportado as malas armadilhadas com bombas como já foi oficialmente confirmado pela polícia belga. Foram entretanto encontrados outros dois engenhos que não chegaram a explodir.

Rusga em Schaerbeek continuam

Najim Laachraoui e Mohamed Abrini seriam já procurados por envolvimentos ao atentado de Paris, a 13 de novembro. Os homens, ligados a Salem Abdeslam, conseguiram fugir na sexta-feira após a detenção do cabecilha dos ataques perpetrados no Le Bataclan. Tanto Laachraoui como Abrini são cidadãos belgas que já viajaram, respetivamente em 2013 e 2014, para a Síria. A polícia continua, entretanto, numa rusga no bairro de Schaerbeek, Bruxelas, onde já foram encontrados uma bandeira do Daesh, produtos químicos e mais engenhos explosivos. “A ameaça ainda se mantém”, diz o procurador da Justiça belga.

 

 

Últimos números oficiais

31 mortos e 250 feridos, 11 no aeroporto e 20 na estação de metro de Maelbeek. Foram os números avançados, esta noite, pela ministra da Saúde belga, Maggie De Block, citados pelo Guardian.

Estes foram os mais recentes números avançados pelo Governo belga.