Economia

Eurogrupo deve reunir de emergência para discutir situação grega

O primeiro ministro Alexis Tsipras quer uma reunião extraordinária dos chefes de governo da Zona Euro para expor a situação grega e as imposições excessivas do FMI para desbloquear uma nova tranche de apoios a Atenas, mas teve hoje um ‘não’ como resposta do presidente do Conselho Europeu. Donald Tusk indicou apenas que quer um acordo dentro de “dias”, numa reunão extraordinária de ministros das Finanças da Zona Euro.

“Consultei os presidentes do Eurogrupo e da Comissão Europeia, e falei com o primeiro-ministro Tsipras esta manhã. Estou convencido de que ainda há trabalho a fazer ao nível dos ministros das Finanças”, disse ontem Tusk, sublinhando que é preciso “evitar uma nova situação de incerteza para a Grécia”, disse ontem Tusk.

Na última sexta-feira, já decorreu um Eurogrupo para discutir o terceiro resgate à Grécia, mas não houve acordo. O governo grego ficou de apresentar um ‘plano B’ com medidas de austeridade equivalentes a 2% do PIB. Este pacote de contingência soma-se a um primeiro pacote de medidas de austeridade, de 3% do PIB, que já estavam desenhadas desde Julho do ano passado. «Para nos dar uma confiança e segurança maiores, tanto no Eurogrupo como nos mercados e nos investidores, estamos a pedir esses dois pontos percentuais adicionais», justificou na altura Jeroen Dijsselbloem, presidente do Eurogrupo.

O Governo de Tsipras contesta esta imposição adicional de cortes orçamentais, e pediu a Tusk uma cimeira extraordinária, mas o pedido não teve acolhimento.

Atenas precisa de dinheiro até julho, caso contrário pode entrar em incumprimento. Há já sinais de que o país helénico está com dificuldades de tesouraria. Segundo o jornal grego To Vima, o governo grego ordenou vários organismos públicos que transferissem saldos de tesouraria para o banco central, numa decisão que abrange hospitais e agências que gerem o sistema nacional de saúde os serviços de emprego.

Uma medida semelhante foi tomada há um ano, no pico da crise grega quando Varoufakis era ministro das Finanças e entrou em confronto com o Eurogrupo.