Sociedade

Governo publica lista dos alimentos proibidos nas máquinas do SNS

Os próximos meses vão ser de revolução nos contratos para abastecer as máquinas de venda automática de alimentos nos hospitais e centros de saúde do SNS, assim como de qualquer outra instituição sob a alçada do Ministério da Saúde. Como anunciado no parlamento, o governo publicou uma lista dos alimentos prejudiciais à saúde que vão passar a estar proibidos, uma forma de o Estado “dar o exemplo” aos cidadãos do que são más escolhas alimentares, sugerindo em contrapartida alternativas mais saudáveis.

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Fora das máquinas, de acordo com o despacho publicado ontem ao final do dia, ficam salgados (seja rissóis ou folhados), pães e croissants com recheio doce mas também sandes com ketchup ou mostarda como condimento. Batatas fritas e tiras de milho, mas também pipocas doces ou salgadas, saem de circulação. Chocolates só em embalagens até 50g e desaparecem as bolachas mais calóricas, como belgas, bolachas com pepitas de chocolate ou com cobertura. Os refrigerantes também passam a estar banidos (veja aqui a lista completa de alimentos proibidos).

As instituições devem rever os contratos e obrigatoriamente terão de incluir nas suas máquinas garrafas de água e devem disponibilizar preferencialmente leite simples meio-gordo ou magro, iogurtes, sumos de fruta e néctares, pão com queijo meio-gordo ou magro. O governo estabelece um prazo de seis meses para a revisão de contratos, desde que isso não implique o pagamento de indemnizações ou outras penalizações, lê-se no diploma. Como o despacho só entra em vigor dentro de três meses, só no primeiro trimestre do próximo ano haverá menos gulodices nos corredores do SNS.

No diploma, o governo salienta que os hábitos alimentares inadequados são o factor de risco que mais contribui para o total de anos de vida saudável perdidos em Portugal. Para desenhar o novo enquadramento legal das máquinas de venda automática no SNS foram ouvidas a Ordem dos Médicos e a Ordem dos Nutricionistas.