Cultura

Soprano Elizabete Matos inaugura requalificado Fórum Luísa Todi

Um espectáculo com a soprano Elizabete Matos inaugura no dia 15 o renovado Fórum Municipal Luísa Todi, em Setúbal, que durante os últimos três anos foi submetido a obras de requalificação de mais de seis milhões de euros.

«Vamos reabrir esta nossa casa da cultura com a cantora Elizabete Matos, vencedora do Concurso Nacional de Canto Luísa Todi, em 1991, e que é actualmente cantora residente em Madrid», disse a presidente da câmara, Maria das Dores Meira.

A autarca setubalense falava aos jornalistas durante uma visita ao Fórum Luísa Todi, onde se ultimam os trabalhos para a conclusão das obras de requalificação iniciadas em 2008.

A substituição de todo o equipamento, a ampliação do palco e a construção de uma nova sala de espectáculos polivalente para espectáculos de menor dimensão, no último piso do edifício, são algumas das novidades que os setubalenses poderão ver na inauguração, no dia 15 de Setembro, dia da cidade e do Bocage.

A principal sala de espectáculos do Fórum Luísa Todi vai ter 634 lugares - 398 na plateia e 236 no balcão -, depois de totalmente remodelada e forrada a madeira para uma maior eficácia acústica. O palco cresceu dez metros em profundidade e foi construído um fosso de orquestra com capacidade para 55 músicos.

Nos planos do novo director de programação, João Pereira Bastos, está ainda criação de uma companhia de ópera, como forma de homenagear a cantora Luísa Todi, ideia que também agrada à presidente da Câmara de Setúbal.

«Acho que é a melhor forma de homenagear esta grande cantora que, no século XVIII, prestigiou a cidade de Setúbal e o país cantando pelo mundo», disse Maria das Dores Meira.

«Gostaríamos muito de fazer neste belo edifício, que agora está requalificado, uma grande companhia de ópera», acrescentou a autarca da CDU, adiantando que a autarquia pretende conversar com a Secretaria de Estado da Cultura para obter alguns apoios.

Maria das Dores Meira admitiu, no entanto, que se trata de um projecto que depende das comparticipações financeiras, por parte da Secretaria de Estado da Cultura e do mecenato, que ajudem a financiar essa companhia de ópera.

«A câmara municipal sozinha não tem condições para o fazer», reconheceu.

Lusa/SOL